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  • sábado, 13 de junho de 2009

    AS MUITAS FACES DA OBSESSÃO


    Dentre as muitas psicopatologias graves de origem obsessiva, que afetam a infância, a mais constrangedora apresenta-se, principalmente, quando os desencarnados adversários acompanham a criança e, pelo sono, apresentam-se espiritualmente, no instante do parcial desprendimento, fazendo-a recordar dos deslizes morais de ontem, razão pela qual recua para o corpo, sob pesadelos atrozes, aos gritos e temores, que, com as perseguições futuras, as fixações enfermiças vão se instalando, transformando-se em lastimáveis subjugações. A criança obsidiada apresenta comportamento diferente, incontrolável, mostrando-se ora agressiva, ora depressiva e, muitas vezes, tentando a autodestruição. Nesses casos, o mecanismo terapêutico é muito complexo, em face de uma enorme ausência de cooperação consciente do enfermo infantil. 
    O passe magnético é recomendável, por envolver o doente em vibração de bem-estar, de harmonia e, ainda, neutraliza as descargas magnéticas negativas capazes de alcançá-lo. 
    Outras perseguições espirituais complicadas envolvem Espíritos vingadores, conscientes da condição de desencarnados, que sabem bem o que fazem e se comprazem nisso. O afastamento dessas criaturas não é nada fácil. Dominados pelo ódio, mostram-se intransigentes, irredutíveis, cristalizados de sentimentos inferiores e são refratários a todo tipo de tentativa de esclarecimento. Muitos obsessores são hábeis e inteligentes, perfeitos estrategistas que planejam cada passo e acompanham as "vítimas" por algum tempo, observando suas tendências, seus relacionamentos, seus ideais. Identificam seus pontos vulneráveis (normalmente na área ligada ao comportamento sexual) e as exploram impiedosos. 
    Os problemas de saúde física também são campos férteis para semeaduras obsessivas. 
    Como máquina, nosso corpo se encontra sujeito a desgastes naturais, até porque muitos obsidiados não sabem usá-lo de forma correta. Nesse sentido, os perseguidores do Além sabem explorar, até que o enfermo chegue à patologia de difícil diagnóstico. O estado obsessivo procede da intimidade do homem, exteriorizando-se em forma de tormentos físicos, mentais e emocionais. Seus ingredientes de causa remontam de vidas passadas, de escorregões e quedas morais. Paixões, ódios, fanatismo, avareza e muitos outros fatores são as fontes geradoras da obsessão, que atualmente se constitui num dos mais terríveis flagelos da humanidade. Visitado pelos obsidiados, o Cristo penetrava psiquicamente nas causas da sua inquietude, e, usando de autoridade moral, libertava, tanto os obsessores, quanto os obsidiados, permitindo-lhes o despertar para a Vida, animados para a recuperação e à pacificação da própria consciência. 
    O Cristo não libertou os obsidiados, sem lhes impor a intransferível necessidade de renovação íntima, nem expulsou, os perseguidores inconscientes, sem fornecer-lhes o endereço de Deus. Em qualquer processo de ordem obsessiva, a parte mais importante do tratamento está reservada ao paciente. Sua fixação em permanecer no desequilíbrio constitui entraves de difícil remoção na terapia do refazimento. A terapia espírita é a do convite ao enfermo para a responsabilidade, convocando-o a uma auto-análise honesta, de modo a que ele possa destroçar, em definitivo, suas prevaricações. Diante das teias das perseguições espirituais, a proposta terapêutica do Evangelho é a única portadora dos elementos da legítima libertação; portanto, o Cristo é o grande libertador a Quem todos devemos recorrer, auxiliando os doentes da alma que transitam, destrambelhados, fora da massa corporal. Em Sua permanente energia amorosa, cônscio de Sua missão, Jesus ensinou que o mais poderoso antídoto contra a obsessão é o amor, pela experiência da caridade, da abnegação e do acrisolamento dos ideais. Enquanto as luzes dos archotes culturais parecem esmaecidas pelos desvarios sexuais; pelas substâncias psicoativas; pela sede da posse material, a Doutrina Espírita chega ao mundo, apontando novos métodos de paz para os que sofrem os ressaibos amargosos da obsessão. Esforcemo-nos pela vigília constante, para que nos libertemos da vergasta das obsessões, no firme propósito de modificação de hábitos e atitudes negativos, ingressando no seio dos valores enobrecedores da vida pela efetiva renovação íntima.

    Jorge Hessen
    E-Mail: jorgehessen@gmail.com 
    Site: http://jorgehessen.net/

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