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  • quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

    Internet , redes sociais e os pseudomédiuns , ambiciosos e mistificadores

    Internet , redes sociais e os pseudomédiuns , ambiciosos e mistificadores (Jorge Hessen)


    Jorge Hessen
    Brasília-DF

    Atualmente coexistimos com a volúpia da era digital e recebemos exageradas e detalhadas informações de dados pessoais que são fornecidos desadvertidamente aos bancos de dados virtuais e às diversas redes sociais da Internet. Tal realidade cibernética tem sido um verdadeiro MANÁ para as tramóias “mediúnicas” dos pseudomédiuns, ambiciosos e mistificadores.
    É verdade!
    De algum tempo para cá, venho recebendo e registrando considerável quantidade de insinuações advindas de pessoas honestas, porém indignadas, revelando-me as malandrices e ciladas “pseudopsicográficas” artificiosas provindo de alguns celebrizados pseudomédiuns nos territórios espíritas. Por esta razão, utilizo-me deste alerta, a fim de prevenir os confrades desavisados do Movimento Espírita Brasileiro. Faço isso por causa dos protestos de inúmeras pessoas, que expressam recriminações ponderadas, como testemunhas que abalizam indícios sobre os atos ardiloso da “psicografia” censurável.
    Divulgo aqui o alerta, avaliando os episódios irregulares (e cibernéticos) contra os ilegítimos artifícios “psedomediúnicos” de “pseudopsicografias” praticados por pseudomédiuns , ambiciosos e mistificadores.
    Advirto que entre tais pseudomédiuns, ambiciosos e mistificadores existe os que oferecem livros “psicografados” para comercialização, alguns pseudomédiuns são proprietários de editoras inscritas  com próprio nome e há os que não têm sequer um emprego fixo.
    Existem os pseudomédiuns “injuriados e caluniados” que permanecem reclamando contra ilusória “perseguição” provinda de investigadores probos. Aliás, tais pseudomédiuns, ambiciosos e mistificadores (que deveriam estar nos cárceres), empregam os escudos protetores das ameaças judiciais contra os que o denunciam.  Na verdade, sob delírio, os pseudomédiuns, ambiciosos e mistificadores não conseguem ultrapassar o estereótipo de atores de tragicomédias e vêm arremessando no lixo a mediunidade dos médiuns sinceros, iludindo pessoas de boa-fé, valendo-se sempre do embuste das informações “pseudopsicográficas” advindas das redes sociais.   
    O clímax das suas armadilhas ocorre através de representações e mímicas de camufladas “pseudopsicografias” advindas das redes sociais, sempre armadas nos tablados para shows de prestidigitações teatrais ornamentadas nos impregnados palcos das incautas instituições “espíritas” (ou não espíritas). 
    A fartura dos subsídios de informações pessoais sobre a identificação do “morto” são previamente memorizados e esquadrinhados após serem extraídos das redes sociais da Internet.
    O processo de memorização fica condicionada ao contexto de nomes, CPF, número do telefone, endereço, apelidos, sobrenome, alusão a times de futebol, preferências, gostos pessoais, frases e descrição de conduta de parentes e amigos que compõem um farto conjunto visivelmente transcrevidos das redes sociais (Facebook, WhatsApp, YouTube, Instagram, Twitter, LinkedIn, Pinterest, Google+, Messenger, Snapchat) eis aí as fontes da paródia “pseudopsicográfica” dos pseudomédiuns , ambiciosos e mistificadores..
    Nada é mais cruel do que pessoas em luto receberem falsas notícias dos seus “falecidos” através das embusteiras informações (arrancadas da Internet) considerando os ridículos números de CPF’s, endereços e números de telefones dos “finados”.
    Como disse, tais informações são públicas e estão disponíveis nos bancos de dados virtuais.
    Conquanto alguns se “refugiem” na enganação do consentimento das “entradas francas” para seus shows de falcatruas, não conseguem disfarçar os capciosos projetos de arrecadação financeira, através das vendas de livros “psicografados” de conteúdo doutrinário não-confiável. Além disso recebem os generosos donativos destinados a hipotéticos fins de assistencialismo em nome de instituições, muitas vezes só de “fachada”, considerando que tais entidades não possuem inscrição estadual e nem CNPJ. Por isso mesmo e   por motivos óbvios, os recursos financeiros doados são depositados em conta corrente particular. Isso é crime fiscal.
    Sobre os embustes dos pseudomédiuns , ambiciosos e mistificadores, sugiro aos leitores que propaguem os seus gritos de alerta. Divulguem para seus amigos e dirigentes espíritas a fim de não convidarem tais embusteiros para eventos “psicográficos” de faz-de-conta. Até porque, os pseudomédiuns , ambiciosos e mistificadores cobiçam a fama, a popularidade e as vantagens pecuniárias.
    Sem embargo, apesar deste alerta, se continuarem a convidá-los para o palco da psicografia de coisa nenhuma, eles prosseguirão com suas tapeações, iludindo, matando esperanças, destroçando os corações debilitados de mãezinhas e familiares sedentos de notícia do além para consolação de suas almas.
    Este grito de alerta sobre as fraudes psicográficas dos pseudomédiuns , ambiciosos e mistificadores está devidamente amparado nas sugestões de Allan Kardec, portanto, prevaleço-me do crivo da razão doutrinária, da lógica, bem como dos conhecimentos estabelecidos pela Doutrina Espírita, que se apresentam como inadiável dever à minha consciência, visando às adequadas medidas de grito de advertência ao Movimento Espírita Brasileiro.
    Não obstante os fatos supramencionados serem extremamente graves, por questão de JUSTIÇA é necessário separar o joio do trigo, urge, portanto, considerar o fato de que obviamente existem médiuns, em plena atividade mediúnica, exercendo suas tarefas com dignidade e compromisso com as diretrizes basilares e insuperáveis da Doutrina Espírita.
    Porém, cabe destacar algumas características fundamentais destes médiuns psicógrafos honrados que podem ser convidados para suas casas espíritas.  Eles consentem as pesquisas científicas a qualquer momento, aliás, desejam ser pesquisados; São médiuns incorruptíveis e exercem suas atividades nas Casas Espíritas idôneas; eles exercem dignamente suas profissões, vivendo de seus proventos profissionais ou os que estão aposentados vivem de seus salários; eles mantêm as suas tarefas conforme vivenciou e exemplificou Chico Xavier no Grupo Espírita da Prece em Uberaba/MG, sendo este o maior médium de todos os tempos.
    Chico Xavier efetuava o atendimento das pessoas que o buscavam, uma a uma, consolando e expressando de forma respeitosa os recados advindos da espiritualidade e após o atendimento, culminava a reunião psicografando as cartas consoladoras, trazendo os “falecidos” para a terra nas notícias fiéis que confirmavam a nossa imortalidade.

    terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

    Direitos autorais nas hostes espíritas, uma vergonha!

    Direitos autorais nas hostes espíritas, uma vergonha! 

    Jorge Hessen
    jorgehessen@gmail.com 
    Brasília/DF

    Há instituições filantrópicas exigindo e cobrando atualmente por “direitos autorais” dos conteúdos e imagens de alguns ilustres figurões palestrantes “espíritas” que estavam sendo exibidos nalgumas tv’s (GRATUITAS) da Internet, razão pelo qual tais canais (GRATUITOS) correm o risco de encerramento das atividades. Isto é uma vergonha! Como diria Boris Casoy.
    Alegam que o pretexto da ação (cobrança dos direitos autorais), tem sido o uso INADEQUADO de conteúdos dos venerados oradores para arrecadação de dinheiro e monetização no YouTube. Isto motivou a denúncia e a ação extrajudicial contra os canais (GRATUITOS). Pois que algumas das práticas de tais canais estariam ferindo o direito autoral.
    Ora, cremos que a divulgação das ideias espíritas através das tv’s (GRATUITAS) não pode ficar condicionada à questão dos “direitos autorais”. Infelizmente esses portais têm esbarrado com a avareza dos vendilhões, que sob o jargão da suposta destinação dos lucros financeiros para obras filantrópicas, elevam a bandeira do famoso “direito autoral”, promovendo ameaças ridículas e antidoutrinárias através de intimidações extrajudiciais. (Pasmem!)
    O movimento espírita transformou-se num balcão de  negócios lucrativos, onde se comercializa (vídeos de palestras na internet por assinaturas), livros doutrinários, CDs, DVDs, refletindo a compulsiva  cobiça de alguns líderes vendilhões “espíritas”. Será que tal mesquinhez alcançará os Centros Espíritas? Será que algum dia, em nome dos “direitos autorais”, os vendilhões “espíritas”  impetrarão mandados extrajudiciais proibindo exibição de vídeos das palestras dos "ban-ban-bans" e / ou  os empréstimos de livros contidos nas bibliotecas das humildes Casas Espíritas?
    É urgente reconhecer que o mundo virtual tem sido admirável veículo de disseminação dos conteúdos revelados pelo mundo espiritual. Além disso, tem facilitado a democratização da apropriação do conhecimento espírita e a inserção social dos espíritas mais pobres. É inaceitável a proibição das reproduções (GRATUITAS) da mensagem espírita pela Internet para fins específicos de informações e estudos. A Terceira Revelação não pode demorar-se à mercê dos vendilhões e nem dos ridículos interesses do mundo material.
    Sem ferir os princípios da ética e do respeito aos “direitos autorais”, cremos que os vendilhões “espíritas” deveriam estimular e apoiar os divulgadores dos portais (Tv’s (GRATUITAS)  e bibliotecas espíritas virtuais) para o exercício do pleno direito da divulgação gratuita dos princípios doutrinários. Até porque, inevitavelmente diversas mensagens (áudio, livros e vídeos) já foram e continuarão sendo publicados pelas redes sociais, e atualmente se encontram dispersos e disponíveis através da rede mundial de computadores, sendo inexecutável o controle jurídico desse cenário.
    Em que pese existirem muitos espíritas excluídos do ambiente virtual, sobretudo aqueles mais pobres, que não possuem computador / internet, e os menos afeitos às tecnologias novas, a Doutrina dos Espíritos tem um colossal papel social e em tempo de Internet é um absurdo a exclusão dos acessos virtuais gratuitos para um enorme número de espíritas que não podem pagar inclusive para participarem dos festivos e luxuosos congressos espíritas e ou comprarem livros psicografados caríssimos.
    Onde está o limite dessa exploração comercial da mensagem espírita? Cremos que o Espiritismo não assenta com interesses comerciais e a publicação das mensagens do mundo espiritual não pode ser objeto de lucro financeiro, apenas moral. Isso não faz o menor sentido, já que na espiritualidade não precisamos desse artifício do mundo material, que tanto corrompe o homem encarnado. 
    Entendemos que é uma improbidade falar em direitos autorais quando se trata de uma mensagem espírita. O autor de uma mensagem espírita deveria dispensar o negócio doutrinário, pois não precisa dele. Seu objetivo (mensagens espíritas) são a elevação e a educação, fatores essenciais à nossa evolução, e não há como colocar preço nisso.
    Uma instituição espírita, por mais briosa que seja, por mais filantrópica consistam em as suas atividades, seu interesse não pode sobrepor aos objetivos doutrinários da divulgação correta e honesta do Espiritismo, sobretudo através da Internet, que pode proporcionar consolação aos corações e mentes atormentados.
    Sabemos que urge encontrar-se um caminho apropriado de financiamento das ações espíritas nas instituições, considerando que muitos confrades resistem em cooperar na formação de um caixa para o trabalho de difusão, mas insistimos que o equilíbrio está no meio...nem tanto ao mar nem tanto a terra. Até porque são nossos esforços de exemplificação de auto moralização, não nossa fama ou esplêndidas palavras na tribuna que auxiliarão na renovação do cenário terreno.


    domingo, 6 de janeiro de 2019

    Mitologia, Kardec e Maria - uma reflexão sobre natureza biológica de Jesus (Jorge Hessen)

    Mitologia, Kardec e Maria - uma reflexão sobre natureza biológica de Jesus (Jorge Hessen)
    Jorge Hessen
    jorgehessen@gmail.com 
    Brasília/DF

    Os evangelhos de Lucas e Mateus descrevem que Maria manteve-se “virgem” e que Jesus hipoteticamente fora concebido pelo "Espírito Santo", ou seja, a concepção de Maria acontecera de forma "sobrenatural", sem a participação do esposo, conquanto já fosse recém-casada com José à época.
    A crença na virgindade de Maria e a suposta “fecundação divina” nada mais é senão uma “fotocópia” rudimentar, diríamos, uma imitação burlesca, dos mitos pagãos organizados pelas castas sacerdotais ancestrais. A explicação desses pormenores históricos é indispensável ao espírita, para preservar-lhe contra as deturpações místicas impostas por longos anos pela tradicional instituição “unificadora” do Brasil. Até porque pesquisas e estudos sobre a fábula mitológica, bem como da História das Religiões, comprovam de maneira categórica a origem da alegoria do nascimento virginal.
    Indubitavelmente o Evangelho sofreu a influência da mitologia grega. Por isso, devemos separar o mito helênico do que é ensinamento moral. A rigor, foi exatamente por isso que Allan Kardec, ao publicar “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, transcreveu tão somente o ensino moral de Jesus.
    Historicamente, a “virgindade” de Maria embrenhou-se de tal forma no imaginário coletivo dos cristãos que se incorporou ao seu nome. É verdade! A “virgem Maria” transformou o filho Jesus em vulto mitológico, e nada melhor para exaltar o “homem-deus” do que situá-lo como filho de uma “virgem”. Por falar nisso, Allan Kardec fez oportuno ensaio comparativo a respeito das teorias do pecado original e da virgindade de Maria, situando a mãe de Jesus como virgem, não do ponto de vista biológico, mas sob o enfoque espiritual. [1]
    Em conformidade com determinadas narrativas do Evangelho, Maria teria recebido a visita lendária de um “anjo” de nome Gabriel, o qual anunciou à jovem sua “fecundação” através da intervenção do "Espírito Santo". Ora, a Doutrina Espírita nos convida a desenvolver uma fé raciocinada, analisando sensatamente as narrativas do Evangelho. Ante os dilemas interpretativos dos conceitos literais escritos pelos apóstolos, o Codificador advertiu que a religião deve caminhar em consonância com a ciência, de modo que a primeira não ignore a última, e vice-versa.
    Cá para nós, qual seria a desonra de Maria sobre a maternidade segundo as leis biológicas? Teria ela traído José e se “corrompido moralmente” conforme já ouvimos de alguns? O que pensar da oblata suprema de Jesus no Calvário se seu corpo fosse um sortilégio “quintessenciado”? Seria uma representação ridícula! Será que dá para conceber o Cristo (MODELO) imune de dor, em face do seu corpo ser energeticamente “sutilizado”, enquanto os primeiros cristãos mergulhados na carne seriam devorados pelas feras nas arenas romanas?
    Não paira nenhuma dúvida de que Maria foi um Espírito muito elevado moralmente, razão pela qual recebeu a missão sublime de gestar o “MODELO e Guia” da humanidade. Porém, Jesus foi ridiculamente transformado numa figura mitológica e, sendo um “ídolo deificado”, não poderia ter nascido do “pecado original” das tradições adâmicas. O fato de Jesus ter sido concebido de forma “milagrosa” contradiz as vias naturais de reprodução humana, e para a Doutrina dos Espíritos esta é uma questão de elevadíssima importância, uma vez que a fecundação biológica é uma decorrência das Leis Naturais.
    Em resumo, reafirmamos que a fecundação de Maria se deu por vias decididamente normais, através da respeitosa comunhão sexual com seu esposo, tal como ocorre entre todos os casais equilibrados da Terra. Em face disso, Kardec apresenta Jesus como o MODELO mais perfeito para a evolução humana; logo, o seu corpo deveria ter a mesma constituição biológica daqueles aos quais ele deveria servir de MODELO, e seu testemunho basear-se na subordinação às leis naturais.
    Ah!, dizem que a ciência pode gerar um humano através da fertilização in vitro ou outros métodos não uterinos. Ora, ainda que o perispirito de Jesus seja o mais puro da Terra, Ele não derrogaria as leis de reprodução. Portanto, Jesus não poderia aparentar estar biologicamente encarnado, senão o período da manjedoura até a cruz teria sido um simulacro de um ilusionista amador ou uma caricata encenação teatral.
    Sob o ponto de vista da lógica kardeciana, a humanização de Jesus torna os cristãos mais esperançosos na autotransformação moral, pois leva seus seguidores a serem mais disciplinados e conscienciosos. Do contrário, a “deificação de Jesus” faz do “MODELO e Guia” uma entidade inalcançável, e assim torna suas lições inexecutáveis, pois são atos próprios à vida de um “extraterrestre” ou do próprio “Deus” (para os místicos).
    A concordância com o “Jesus mitológico” abre precedentes para outros entendimentos igualmente lendários a respeito da vida e do legado do Mestre de Nazaré, mas infelizmente, apesar de serem ideias extravagantes, acabam sendo admitidas como verdadeiras a partir da aceitação de premissas ingênuas.

    Como analisamos, o Espiritismo alerta para uma visão da natureza biológica de Jesus, desmistifica a virgindade de Maria, mostrando sua grandeza maternal. A legítima literatura espírita juntamente com os ensinamentos recebidos dos espíritos superiores (durante a Codificação) garante que Deus jamais quebraria a harmonia das leis da natureza. Por que haveria Jesus de desrespeitar a lei de reprodução biológica?

    Referência bibliográfica:

    [1]           KARDEC, Allan. Revista Espírita, janeiro de 1862, Brasília: Ed. Edicel, 2002

    segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

    Quem tem medo de “fantasmas”? (Jorge Hessen)


    Quem tem medo de “fantasmas”?  (Jorge Hessen)

    Jorge Hessen
    jorgehessen@gmail.com 
    Brasília/DF

    O temor de “fantasmas” é uma atitude ingênua causada pela ausência de conhecimento a respeito da natureza etérea dos “mortos”. Sobre as suas aparições são mais frequentes do que se pensa e muitos creem que a preferência dos Espíritos [“fantasmas”] é pelos ambientes escuros, mas isso é um mito e um engano. Ocorre, simplesmente, que a substância vaporosa dos períspiritos dos “fantasmas” é mais perceptível no escuro, tal como ocorre com as estrelas que só podem ser visualizadas à noite. A claridade do dia, por exemplo,  ofusca a essência sutil que constituem os corpos dos “mortos”. Isto porque os tecidos perispirituais são compostos de energia semelhante à luz , portanto, o perispírito dos “fantasmas” não é, digamos, fosco, ao contrário, é dotado de grande diafaneidade para ser perceptível  a olho nu, durante o dia.

    O perispírito, no seu estado normal, é invisível; mas, como é formado de substância etérea, o Espírito, em certos casos, pode, vontade própria, fazê-lo passar por uma modificação molecular que o torna momentaneamente visível. É assim que se produzem as aparições, que não se dão, do mesmo modo que outros fenômenos, fora das leis da Natureza. Conforme o grau de condensação do fluido perispiritual, a aparição é às vezes vaga e vaporosa; de outra, mais nitidamente definida; em outras, enfim, com todas as aparências da matéria tangível. Pode mesmo chegar à tangibilidade real, ao ponto do observador se enganar com relação à natureza do ser que tem diante de si. [1]

    A pesquisadora Elizabeth Tucker, da Universidade Estadual de Binghamton, em Nova York, apresenta diversos relatos de aparições [Espíritos] em campus universitário. Conta-se que os fantasmas revelam o lado sombrio da ética. Suas aparições são muitas vezes um lembrete de que a ética e a moral transcendem nossas vidas e que deslizes podem resultar em um pesado fardo espiritual. No entanto, as histórias de fantasmas também trazem esperança. Ao sugerir a existência de uma vida após a morte, elas oferecem uma chance de estar em contato com aqueles que já morreram e, portanto, uma oportunidade de redenção - uma forma de reparar erros do passado.[2]

    A crença nos “fantasmas” é comum, pois baseia-se na percepção que temos na existência e sobrevivência dos Espíritos e na possibilidade de comunicar-se com eles. Deste modo, todo Ser espiritual que manifesta a sua presença sob várias circunstâncias é um Espírito que no senso comum é chamado de “fantasma”. Comumente, pelo conhecimento vulgar, são imaginados sob uma aparência fúnebre, vindo de preferência à noite, e sobretudo nas noites mais sombrias, em horas fatais, em lugares sinistros, cobertos de lençóis ou bizarramente cobertos. Todavia, os tais “fantasmas” assustadores , longe de serem atemorizantes, são, comumente, parentes ou amigos que se apresentam por simpatia, entretanto podem ser Espíritos infelizes que eventualmente são assistidos; “algumas vezes, são farsantes do mundo Espírita que se divertem às nossas custas e se riem do medo que causam; Mas supondo-se mesmo que seja um mau Espírito, que mal poderia ele fazer, e não se teria cem vezes mais a temer de um bandido vivo que de um bandido morto e tornado Espírito!”[3] 

    Todos que vemos um “fantasma” podemos conversar com ele, e é o que se deve fazer nesse caso, podendo perguntar-lhe quem é, o que deseja e o que se pode fazer por ele. Se o Espírito for infeliz e sofredor, o testemunho de comiseração o aliviará. Se for um Espírito bondoso, pode acontecer que traga a intenção de dar bons conselhos. Tais  Espíritos [“fantasmas”] poderão responder, muitas vezes verbalizando mesmo, porém na maioria das vezes o fazem por transmissão de pensamentos.” [4]

    Os “fantasmas” afáveis, quando surgem, têm intenções elevadas ou, no mínimo para confortarem pessoas queridas que padecem com a desencarnação de entes queridos e ou com a dúvida sobre a continuação da vida post-mortem; oferecerem sugestões ou, ainda, solicitarem auxílio para si mesmos, “o que pode ser feito através de orações e boas ações, no sentido de corrigir ou compensar as transgressões do morto. Mas os espíritos perversos também aparecem e estes, sim, têm o intuito de "assombrar" os encarnados movidos por sentimentos negativos.” [5]

    Os “fantasmas” , aliás, estão por toda parte e não temos a necessidade de vê-los para saber que podem estar ao nosso lado. “O Espírito [“fantasma”]que queira causar perturbação pode fazê-lo, e até com mais penhor, sem ser visto. Ele não é perigoso por ser Espírito [“fantasma”], mas pela influência que pode exercer em nosso pensamento, desviando-nos do bem e impelindo-nos ao mal.” [6]

    Em resumo, não é lógico assustar-nos mesmo diante da “assombração de um morto”.  Se raciocinarmos com calma compreenderemos que um “fantasma”, qualquer que seja, é menos perigoso do que certos espíritos encarnados que existem à sombra das leis humanas (marginais).


    Referências bibliográficas:

    [1]       KARDEC , Allan. O Livro dos Médiuns, II parte “das manifestações espíritas” capitulo VI “manifestações visuais”, RJ: Ed FEB 2000

    [2]      Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-46515221   acessado em 25/12/2018.

    [3]       KARDEC, Allan . Revista Espírita, julho de 1860, DF: Ed Edicel, 2002
    [4]       KARDEC , Allan. O Livro dos Médiuns , II parte “das manifestações espíritas” capitulo VI “manifestações visuais”, RJ: Ed FEB 2000
    [5]       KARDEC, Allan . Revista Espírita, julho de 1860, DF: Ed Edicel, 2002
    [6]       KARDEC , Allan. O Livro dos Médiuns , II parte “das manifestações espíritas” capitulo VI “manifestações visuais”, RJ: Ed FEB 2000

    quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

    A doença não pode ser instrumento de punição (Jorge Hessen)

    A doença não pode ser instrumento de punição   (Jorge Hessen)

    Jorge Hessen
    jorgehessen@gmail.com 
    Brasília/DF

    Os órgãos do corpo físico respondem a todos os estímulos (internos ou externos), determinando um encadeamento de reações, além dos estímulos físicos que impactam, através dos sentidos, as emoções ou sentimentos que também provocam reações. Estas excitam ou bloqueiam os mecanismos de funcionamento. Em verdade, o processo de preservação e deterioração de qualquer órgão tem uma relação direta com as emoções e os sentimentos.
    A cólera, a raiva, o temor, a ansiedade, a depressão, o desgosto, a aflição, assim como todas as emoções derivadas delas, sobrecarregam a economia saudável do corpo. Há outros fatores emocionais que podem influenciar patologias físicas, como relacionamentos afetivos infelizes, penúria econômica, desigualdade de renda e estresse relacionado ao trabalho profissional. Quando estamos tristes e depressivos por uma desilusão amorosa, ou quando estamos ansiosos e irritados por causa de dívidas, também desenvolvemos enfermidades.
    Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma célebre frase latina, proveniente da Sátira X do poeta romano Juvenal. Nós somos o que sentimos. René Descartes já dizia que somos aquilo que pensamos. Quando as nossas emoções são reprimidas, elas acabam se constituindo na fonte de um conflito emocional crônico, segundo Sigmund Freud, que gerará distúrbios físicos ou psicológicos, se não forem aliviadas, mediante os canais fisiológicos competentes.
    O estresse é como um conjunto de reações fisiológicas produzidas pelo nosso organismo para reagir e se adaptar às situações apresentadas no dia a dia. O problema é que tais reações, psíquicas e orgânicas, podem provocar um desequilíbrio no nosso organismo caso ocorram de forma exagerada ou intensa, dependendo também do tempo de duração. Quanto mais durar o estresse, obviamente a ruína será maior.
    Adquirimos doenças porque não conseguimos conviver em harmonia com o meio e com as pessoas ao nosso redor. Enfermamos porque mantemos antipatias, inimizades, desgostos, culpas, arrependimentos, ressentimentos, temores e frustrações que não queremos superar. Por desconhecermos as nossas próprias emoções, muitas vezes desejamos ocultá-las dos outros, e de nós mesmos, mormente os pensamentos e os sentimentos egoísticos.
    Cada doença, cada dor, cada sofrimento, cada frustração, cada sintoma traz uma mensagem única e exclusiva para nós e apenas para nós. Quando estivermos prontos para abrigá-los e compreendermos o que elas querem nos dizer, estaremos aptos a andar firmes pelo caminho do nosso aperfeiçoamento espiritual que decisivamente passa pelas vias da nossa saúde moral.
    Naturalmente, as nossas doenças são advertências da vida para que venhamos a ter mais consciência de nós mesmos e dos nossos compromissos na família, na natureza e na sociedade, governando-nos pela vida caridosa, solidária e amorosa.
    Precisamos ter consciência de que doença e saúde são consequências das nossas livres escolhas através das emoções ou sentimentos, e tal responsabilidade não pode ser terceirizada. Além do quê, a doença não pode ser instrumento de punição. Na verdade, deve ser um expediente de aprendizado, na sábia pedagogia divina, convidando-nos ao exercício do amor