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  • sábado, 8 de janeiro de 2022

    Existe vida após a morte!

    Existe vida após a morte!

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    Prepare-se para 10 dias de muito conhecimento e aprendizagem.

    6° E-ALEM (Encontro Luminar de Espiritismo e Magnetismo)

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    quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

    O “aqui e agora”

     


    Jorge Hessen

    jorgehessen@gmail.com

     

    Muitas pessoas convivem sob tremendos conflitos de ansiedades, sobretudo quando os minutos e as horas se arrastam aos seus olhos, adiando a satisfazer-lhes naquilo que creem necessitarem o/ou desejarem. A rigor, o tempo os confunde.

    À guisa de ilustração, vejamos que inúmeras  vezes percebemos os sessenta minutos de alegria como o arroubo da fração de um segundo e doutras vezes o advir de um minuto de ansiedade parece persistir uma eternidade! Em face disso, importa refletir que somente a diligência, e não a correria será capaz de tornar a experiência do tempo mais produtivo , possibilitando penetrarmos no orbe das aspirações plausíveis.

    Será que Deus nos oferece demasiado tempo em certas conjunturas? Alguns se indagam quais os pretextos pelos quais o Criador consente ao homem maléfico um delongado tempo de vida física.

    Por quais razões Deus não bloqueia ou inviabiliza o desempenho reencarnatório daqueles cujo egoísmo, ambição e maldade são mais aguçados do que a virtude do amor? Por que o Criador não encurta o tempo de vida dos facínoras, admitindo no mundo tão-somente os seres mais moralizados?

    A resposta é simples e intensa: porque Deus não penitencia suas criaturas, ao invés disso, aplica o tempo e não a violência para corrigir.

    Por que o tempo nos fascina tanto e rege, de maneira implacável, as nossas vidas? Que noção de tempo trazemos em nós? Para Einstein, o tempo só existe em relação ao espaço. Se viajarmos no Universo numa nave espacial, o tempo passará mais lentamente em relação aos padrões de tempo que deixamos na Terra.

    A rigor, na experiência  terrena tudo na nossa vida depende do tempo: os compromissos, as memórias e até os planos futuros. Contudo , uma equipe de investigadores da Universidade de Harvard e do Instituto Astellas de Medicina Regenerativa tem sugerido que, afinal, o tempo é algo completamente subjetivo e só existe na mente de cada um.

    Na verdade, a noção de tempo acompanha o ser humano desde os primórdios de sua evolução, nos instantes em  que o homem começou a filosofar sobre a natureza.  Hoje, o padrão de tempo para fins científicos é uma contagem contínua de segundos determinada não através de múltiplos relógios atômicos espalhados ao redor da Terra, sendo conhecido como Tempo Atômico Internacional (TAI). Além disso, o padrão de tempo atual conforme estabelecido pelo Sistema Internacional de Unidades (S. I.) tem por base os princípios da relatividade, tendo por modelo periódico as oscilações da radiação eletromagnética.

    É por isto que, por subidas razões, os Espíritos esclarecidos não nos desviam para os ardis dos tempos cronológicos ou nos induzem para os cipoais dos prazos impostos. Não faz sentido lógico profecias coercitivas! As suas alusões são outras.

    Os antigos gregos tinham duas medidas de tempo, vinculadas a deuses diferentes: Chronos ligado às coisas materiais e Kairós ao momento oportuno. Entretanto, a certeza da  imortalidade da alma altera o nosso conceito de tempo. Mister é considerar que o tempo da nossa realidade essencial é medido pelas diversas experiências suportadas individualmente. É o tempo do nosso aprendizado, que pode ser mais longo ou encurtado, porém, firmemente vinculado ao nosso tempo consciencial.

    Façamos uma ligeira digressão sobre o presente (“aqui e agora”). O que refletimos sobre isso? Permanecemos hipnotizados no retrovisor do pensamento sob o guante da pós-ocupação, olhando para o pretérito, paralisando o “aqui e agora”? Será que estamos preocupados com o futuro, abafando o “aqui e agora”, algemados na ansiedade?

    Quantas vezes promovemos vãs tentativas de dominar ou conter o tempo, entretanto o “aqui e agora” é o tempo da vida, sim! É uma dádiva, um valiosíssimo presente de Deus. É este o momento que nos ajeita os ensejos para adaptar o futuro e aplacar os equívocos do antanho.

    Obviamente, o tempo do Criador não é o tempo da criatura! O tempo de Deus é primoroso, não há anacronismos. O tempo do Dono do Universo dimana para execução do Seu desígnio ou vontade. Não há passado e nem futuro. Ninguém consegue medir ou cronometrar, todavia o tempo divino atua na história da criatura consoante à vontade do adorável Criador.

    Muitos temem a passagem do tempo, por causa da velhice, da enfermidade e da morte. Contudo, é um temor bastardo que carece ser dissipado, sopesando a visão do tempo infindo que nos impulsiona na senda da evolução como espíritos imortais que somos rumo a pura, completa e eterna felicidade.

     

    Jesus jamais transigiu com a impostura religiosa

     


    Jorge Hessen

    jorgehessen@gmail.com

     

    Imaginemos o dantesco panorama das eras apostólicas em que uma mulher foi flagrada em adultério. Adeptos da religião extrínseca, fanatizados pela sentença rigorosa da Lei judaica, arrancaram-na da cama e a arrastaram até o lugar em que Magno Rabino se encontrava. A adúltera gritava Clemência! Compaixão! enquanto era arrastada; seus indumentos iam sendo dilacerados e sua pele sangrava esfolando-se no chão rugoso.

    Neste episódio, tradicionalmente conhecido por muitos cristãos, durante a estada terrena de Jesus, topamos com um dilema evidente entre a diferença do religioso escravo à religião extrínseca e o verdadeiro sentido moral da indulgência e da religiosidade intrínseca.

    No episódio acima, percebemos a sustentação farisaica da religião extrínseca do castigo, do medo e da angústia, numa circunstância que são destacados religiosos prisioneiros aos aspectos formais da lei mosaica, completamente distantes do correspondente sentido da religiosidade intrínseca na sua essencial pureza de origem.

    Nos códigos de Moisés, aquela mulher, pega em adultério, não encontraria nenhuma brecha de escape, precisava mesmo ser lapidada até à morte. Observa-se que diante da dura e inflexível lei escrita pelo patriarca do Monte Sinai, a veemência pelas normas e preceitos, com certeza, estavam acima do valor da vida humana.

    Na verdade, os escribas e fariseus utilizaram aquela mulher, expondo-a perante a multidão, simplesmente, para a execução de seus pérfidos desígnios, que era conseguir pegar em flagrante Jesus em possível contradição dos seus Princípios Essenciais. Naquele contexto, compreendemos que a religião extrínseca dos judeus, no seu formalismo atroz, era induzir o homem a desempenhar o juízo implacável, o medo, a angústia e não a clemência. Obviamente desconheciam que a religião intrínseca (Cósmica) deve ter as suas estirpes estreitamente unidas ao amor, à justiça e a caridade.

    A propósito o Mestre jamais transigiu com a impostura religiosa. A prova é que usou de todo o rigor com os escribas e fariseus, considerando-os puritanos camuflados de virtudes. Apesar disso, Jesus foi indulgente com as pessoas de “má vida”, com o bom ladrão, com as prostitutas e especialmente com aqueles que O insultaram e condenaram na cruz, dando a entender que ser religioso extrínseco (puritano) é mais degradante que ser adúltera, ladrão (Dimas), corrupto (Zaqueu)e cortesã (Madalena).

    Em abreviada divagação sobre as religiões extrínsecas (dogmáticas), trazemos para discussão  o artigo Cosmic religion de Albert Einstein, contido no livro Out of my later Years ,onde é publicado as coerções das autoridades escravizantes e encarcerantes da religião extrínseca (sectária).

    Einstein acerca-se da questão da religiosidade intrínseca como sendo a nossa comunhão perfeita com o Criador, sopesando a superfluidade dos procuradores intermediários do Senhor da Vida, habitualmente impondo práticas coativas, punitivas e negocistas de coisas “sacras”, sob o tacão das obrigações dos pactos impudicos.

    No nível elevado de religião cósmica conseguimos nos conectar com liberdade nas coisas e circunstâncias mais profundas do Universo. Livres, construímos uma relação profundamente harmoniosa, a partir da qual nos abastecemos da energia amorosa do Criador da Vida.

    Numa relação de subnível religioso Einstein denominou a religião do medo quando o homem teme a Deus e rende culto externo para ser supostamente protegido das adversidades da vida, alimentando sempre a insegurança e temor dos castigos do Deus extrínseco.

    Noutro desnível de subserviência religiosa o Pai da Teoria da Relatividade denominou de religião da angústia aquela em que o homem é totalmente manipulado pelas castas sacerdotais dotadas de poderes para advogarem junto ao Deus antropomórfico alvitrando libertação das angústias sociais os seus seguidores.

    Já no elevado nível da religiosidade intrínseca Einstein nomeia de religião cósmica. Recordando que os grandes gênios religiosos de todos os tempos se distinguiram por possuírem este senso de religiosidade intrínseca cósmica. Por não reconhecerem necessidades dos dogmas e muito menos um Deus concebidos a imagem humana.

    Por isso, a religião dita tradicional abomina a religião cósmica sugerida por Einstein. Até porque, é precisamente entre os denominados heréticos de todos os tempos, afirma o Gênio da física,  que encontramos homens que foram inspirados por essa elevada experiência religiosa cósmica, porém, foram considerados eventualmente pelos seus contemporâneos como ateus, ou até às vezes também como os santos.

    Por este ângulo, homens como Demócrito, Francisco de Assis e Espinoza se assemelham. Como pode o sentimento religioso cósmico intrínseco ser transmitido de uma pessoa a outra se ela destrói a noção limitante de Deus e a dogmática teologia humana?

    Na perspectiva do Einstein a função mais importante seja da arte e da ciência consiste em despertar e manter vivo este sentimento de religião cósmica em todos os que sejam receptivos a Deus. O homem que está profundamente convencido da função universal da lei da causalidade não pode considerar a ideia de um Deus qual um ser mesquinho que interfere no curso dos acontecimentos mais comezinhos.

    O homem que está profundamente convencido da função universal da lei da causalidade não cede espaço para uma religião do medo, nem mesmo uma religião social ou moral que o aprisiona. De modo algum pode conceber um Deus que recompensa e castiga, já que o homem é regido pelo código moral de leis da consciência.  Por este motivo, historicamente a ciência foi incriminada de prejudicar a moral, contudo isso é um equívoco das religiões extrínsecas.

    E como o comportamento moral do homem se fundamenta eficazmente sobre a simpatia ou os compromissos sociais, de modo algum implica uma base religiosa hierarquizada,  teológica e dogmática que impõe castigos para a mantença de falsas virtudes sob o tacão da angústia e o medo entre os homens.

    Com a mulher adúltera Jesus tinha todos os pretextos para pronunciar: De hoje em diante, sua vida me pertence, você deve ser minha discípula. Os líderes religiosos extrínsecos usam seu poder para que as pessoas os aplaudam e gravitem em sua órbita. Mas Jesus, apesar do seu descomunal poder sobre a mulher, foi desprendido de qualquer interesse. Vá e revise a sua história, cuide-se. Mulher, você não me deve nada. Você é livre!

    O Mestre deu-nos o exemplo através do perdão, recomendando a ponderação da não reincidência pelo esforço da vigília “vá e não peques mais”. Assim, deu à adúltera a oportunidade de retomar o curso da vida, sob um novo roteiro de não mais prevaricar naqueles mesmos lapsos morais.

    Allan Kardec ressalta que a autoridade para condenar está na razão direta da autoridade moral daquele que julga. (1) A advertência é para que não nos esqueçamos desse nosso compromisso com o Mestre, que no seu Evangelho deixou o código de conduta seguro para seguirmos adiante com firmeza e confiança: “faça ao outro aquilo que deseja seja feito a você”; “ame ao próximo como a si mesmo”; “não julgueis para não serdes julgados”.

    Em síntese, o Espiritismo  é a mais esplendorosa proposta do livre pensamento  e o mais possante apelo para o pleno exercício da religiosidade intrínseca.

    Referência:

    1 - Kardec Allan, O Evangelho segundo Espiritismo, Capítulo X, item 13

    segunda-feira, 7 de setembro de 2020

    Armas de fogo para quê? Somos pela paz

     Armas de fogo para quê? Somos pela paz



    Jorge Hessen 
    Brasília - DF 

    Um encontro entre jovens, em um condomínio de luxo de Cuiabá, se tornou uma tragédia no dia 12 de julho de 2020. Naquela tarde, como fazia com frequência, Isabele Guimarães, de 14 anos, foi à casa das amigas. Horas depois, a jovem foi morta com um tiro no rosto. A autora do disparo Laura, também de 14 anos, relatou à polícia que atirou de modo acidental em Isabele.

    A adolescente afirmou que se desequilibrou, enquanto segurava duas armas, e disparou. A família da Isabele não acredita nessa versão. Laura praticava tiro esportivo desde o fim de 2019. Ela participou de duas competições e venceu uma delas. (1)

    Hoje em dia , adolescentes como Laura podem praticar tiro esportivo sem precisar de autorização judicial, graças ao decreto assinado pelo atual presidente do Brasil. A família de Laura, a homicida, integra uma categoria que tem crescido no país, sobretudo durante o atual governo brasileiro: os CACs, aqueles que se declaram colecionadores de armas, atiradores desportivos ou caçadores.

    O caso nos fez rememorar o fatídico plebiscito ocorrido no Brasil há 15 anos sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições. A implicação de tal pleito culminou em não permitir que o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10826, de 23 de dezembro de 2003) entrasse em vigor. Lamentavelmente a maioria da população brasileira apoiou a comercialização de armas de fogo, quando detinha o poder de decidir pela pelo seu impedimento.

    É flagrante que o resultado do plebiscito revelou a controvertida índole moral da maioria dos meus conterrâneos, contrariando naquela conjuntura um levantamento realizado pelo Instituto Brasmarket, a pedido do jornal Diário do Grande ABC, demonstrando que 81,6% da população da região do ABC de São Paulo estava contra a comercialização de arma.

    É por essas e outras razões que o Espírito André Luiz nos aconselha “afastar-nos do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam. Pois o servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranquila, a fortaleza inatacável.”(2) É categoricamente falsa a segurança oferecida pelas armas no ambiente doméstico, por exemplo, considerando o potencial de alto risco do uso da arma “acidentalmente” , que podem causar efeitos danosos irreparáveis na vida familiar.

    O elevadíssimo investimento de recursos econômicos em armamentos é completamente inútil e desnecessário. Por outro lado, o desarmamento geral será uma prática de eficiência administrativa sem prejuízo social algum, pois haverá desinteresse em conflitos internos e externos devido à possibilidade da convivência amigável em comunidade local ou global, implementado inclusive pela competitividade saudável no trabalho, mas com respeito ao semelhante.

    As leis e a ordem impostas à sociedade como resposta à exigência coletiva são bem-vindas e necessárias, porém, melhor será quando todos souberem amar e fazer ao próximo o que desejaria que lhe fizessem, respeitando-lhe seus direitos, sobretudo o mais fundamental como o direito à vida.

    Não obstante exista no Brasil milhares de centros espíritas, infelizmente ainda lideramos a lista mundial em casos de mortes produzidas com a utilização de armas de fogo. Apesar disso, cremos que nesse contexto o Espiritismo é e sempre será o instrumento por excelência decisivo na transformação pela pacificação social.


    Referências bibliográficas: 

    (1) Disponível em https://br.noticias.yahoo.com/tiro-em-banheiro-e-amizade-002555064.html acesso 06/09/2020 

    (2) VIEIRA, Waldo. Conduta Espírita, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2003, cap. 18.

    sexta-feira, 4 de setembro de 2020

    O choro como válvula de escape da aflição

     O choro como válvula de escape da aflição 

    Jorge Hessen 
    jorgehessen@gmail.com 
    Brasília - DF 

    O choro pode durar a noite inteira, mas de manhã vem a alegria. (1) Estudiosos afirmam que a função evolutiva do choro foi despertar empatia no semelhante e estimular o auxílio em momentos de necessidade. Na verdade, a histórica cooperação entre indivíduos foi e continua sendo essencial para a sobrevivência da espécie humana.

    Sabe-se que o choro libera hormônios e neurotransmissores que aliviam a tristeza e a dor. Especialistas alegam que reprimir o choro significa abafar alguns sentimentos, tornando mais difícil lidar com eles. Em face disso, médicos e psicólogos recomendam chorar para liberar as emoções. O choro amiúde constitui o acesso nas essências mais profundas dos sentimentos. É quando não se domina a amargura e ela necessita ser vazada, exposta, nem que seja solitariamente.

    As lágrimas são um mecanismo de defesa do organismo para liberar o stress e auxiliar no reequilíbrio das emoções. O choro alivia a angústia e pode nos levar a submersões mais intensas, quando oferecemos um sentido para as lágrimas, para aquela dor vivida no presente.

    Todavia, são urgentes alguns alertas! O choro pode ser um episódio ligeiro de tristeza, mas também pode ser um transtorno psicológico depressivo. A tristeza é um estado emocional transitório e comum, uma reação psicológica circunstancial. Entretanto, a depressão, ao contrário da tristeza, não é algo efêmero. Uma pessoa deprimida padece de condição emocional crônica sob as chibatas da ansiedade mental prolongada.

    Meditando a questão do choro, observamos que ele foi sublime em Jesus. Como registrou o evangelista afirmando que à frente de Lázaro “morto”, o Cristo chorou. O excelso Galileu “também chorou lamentando a incompreensão dos homens sentado em uma das grandes raízes de uma árvore no fundo do quintal da casa de Pedro".(2) Jesus chorou no Getsêmani, quando sozinho, todavia, em Jerusalém, sob o peso da cruz, rogou às mulheres generosas a cessação das lágrimas. Na alvorada da Ressurreição, questionou Madalena a razão do seu choro junto ao sepulcro.

    Conta o Espírito Hilário Silva no livro “A Vida Escreve” uma metáfora em que Eurípedes Barsanulfo teria indagado ao Mestre: “Senhor, por que choras?”. Jesus não respondeu. O nobre filho de Sacramento reiterou: “Choras pelos descrentes do mundo?” E após um instante de atenção, Jesus respondeu em voz dulcíssima: “Não, meu filho, não sofro pelos descrentes aos quais devemos amor. Choro por todos os que conhecem o Evangelho, mas não o praticam”.(3)

    Sabendo que o choro pode significar abrigo de alívio, consintamos que ele advenha, para benefício daquele que chora. Apenas expressemos compaixão. Abriguemos os que choram, dizendo-lhe frases do tipo: “Conte comigo”, “estou ao seu lado”, “compreendo e respeito sua agonia”, “confie e espere’, ‘tudo passa”, sempre sussurrando-lhe Jesus aos ouvidos: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” (4)

     

    Referências bibliográficas:

    1             Salmo 30:5

    2             FRANCO, Divaldo. Primícias Do Reino Ditado pelo Espírito Amélia Rodrigues, Salvador: Editora, LEAL 2015

    3             XAVIER, Francisco, VIEIRA, Waldo. A Vida Escreve, pelo Espírito Hilário Silva, ed. FEB, 1998

    4             Mateus 5:4