18 maio 2026

A obsessão pela “sorte” tem aniquilado famílias, carreiras e valores morais.


 

 

Jorge Hessen

Brasília -DF

 

Existem estudos mostrando que muitos “sortudos” ganhadores de loteria enfrentam dificuldades financeiras alguns anos após receberem grandes prêmios e voltam à estaca zero e às vezes em condições financeiras muito piores. Há inúmeros casos que revelam falências, conflitos familiares, vícios, depressão e perdas patrimoniais após enriquecimento repentino. O dinheiro fácil, sem preparo emocional e sem educação financeira, frequentemente transforma-se em instrumento de muita perturbação e desequilíbrio generalizado.

Sob o ponto de vista moral e espiritual, a ilusão da fortuna instantânea alimenta fantasias incompatíveis com a lei do esforço e do mérito. Muitos passam a acreditar que a felicidade pode ser comprada por um golpe de sorte, esquecendo-se de que o verdadeiro patrimônio do Espírito é construído pelo trabalho digno, pela disciplina e pela perseverança. A chamada “sorte” não substitui a maturidade necessária para administrar recursos materiais com equilíbrio e responsabilidade.

Os jogos de azar, inclusive as modernas apostas virtuais (“tigrinhos”), exploram justamente a fragilidade psicológica da esperança fácil. Prometem riqueza rápida, mas frequentemente conduzem ao endividamento, à ansiedade e à dependência emocional. Em muitos casos, a pessoa deixa de investir em qualificação, trabalho produtivo e planejamento financeiro para viver alimentando expectativas irreais.

A Doutrina Espírita valoriza o trabalho como instrumento de progresso moral e intelectual. O Livro dos Espíritos ensina que o trabalho é lei da Natureza e condição necessária ao desenvolvimento humano. Allan Kardec esclarece que toda conquista sólida resulta do esforço consciente e da responsabilidade pessoal. Da mesma forma, Chico Xavier costumava lembrar que “o dinheiro abençoado é aquele que chega pelo trabalho honesto e serve ao bem”.

Isso não significa condenar quem eventualmente participa de uma loteria ocasionalmente, mas é necessário alertar para a mentalidade perigosa da riqueza sem esforço, hoje amplificada pelas plataformas digitais de apostas e cassinos eletrônicos. A obsessão pelo ganho imediato pode destruir famílias, carreiras e valores morais.

Muitos apostadores passam a viver em função de uma expectativa fantasiosa, sacrificando o equilíbrio financeiro e emocional da família. A fascinação pelo jogo pode transformar-se numa escravidão mental. O que começa como distração termina, frequentemente, em compulsão da jogatina nesse sanatório global lembrada aqui como metáfora para descrever o estado atual da sociedade e/ou da internet, como um ambiente caótico e completamente doente.

Há pessoas que comprometem salários, patrimônio e até relações afetivas na tentativa desesperada de recuperar perdas. É um ciclo cruel: quanto mais se perde, mais se aposta na ilusão de recuperar.

A verdadeira fortuna não nasce do acaso (do jogo), mas do esforço honesto, da perseverança e da administração equilibrada da vida. A paz íntima jamais será encontrada em bilhetes ou apostas, mas na consciência tranquila de quem constrói o próprio destino com trabalho, ética e fé no futuro.

A verdadeira prosperidade nasce da consciência tranquila, do trabalho honrado, da administração prudente e da confiança em Deus. O patrimônio material pode desaparecer; entretanto, ninguém perde os patrimônios imperecíveis conquistados pelo estudo, pela honestidade e pelo esforço próprio.

Delírio no movimento espírita e a “fascinante” reencarnação de Kardec em Chico Xavier



Jorge Hessen

Brasília -DF

A Doutrina Espírita, edificada por Allan Kardec sob bases racionais, filosóficas e morais, jamais incentivou especulações fantasiosas acerca de “quem foi quem” nas sucessivas existências corporais. Entretanto, ainda persistem no movimento espírita brasileiro certas ideias simplistas e improdutivas, entre elas a velha tese de que Chico Xavier teria sido a reencarnação de Kardec. Trata-se de uma hipótese sem sustentação doutrinária, sem coerência lógica e absolutamente estéril do ponto de vista moral.

O Espiritismo não foi criado para alimentar curiosidades personalistas nem para produzir mitologias em torno de médiuns venerados. Seu objetivo essencial é a transformação moral do ser humano. Kardec foi categórico ao afirmar que o verdadeiro espírita reconhece-se pela sua transformação moral e pelos esforços para domar suas más inclinações. Portanto, discutir obsessivamente supostas identidades espirituais revela desvio do foco doutrinário e perigosa tendência à fascinação.

A fascinação, aliás, é amplamente estudada por Kardec no Livro dos Médiuns. Nela, o Codificador explica que o fascinado perde o senso crítico e passa a aceitar ideias absurdas sem análise racional. Muitos adeptos dessas teses circenses agem exatamente assim: abandonam o critério kardequiano para mergulhar em conjecturas emocionalistas e cultos de personalidade.

Nem o próprio Chico Xavier admitiu semelhante absurdo. Pelo contrário: sempre demonstrou humildade extrema, reconhecendo-se apenas como servidor imperfeito do Cristo. Em inúmeras entrevistas, Chico evitava qualquer exaltação pessoal e combatia o personalismo dentro do Espiritismo. Atribuir-lhe a condição de Kardec reencarnado contraria frontalmente sua postura moral e espiritual.

Também Divaldo Franco diversas vezes advertiu sobre os perigos da mistificação e do fanatismo no meio espírita. O médium baiano recorda que o Espiritismo deve permanecer fiel à razão e ao bom senso, sem criar “santos espíritas” nem dogmas emocionais. Quando o movimento abandona a análise crítica, cai inevitavelmente no misticismo que Kardec tanto combateu.

Nas consagradas obras de André Luiz observa-se constante valorização do esforço íntimo, da disciplina mental e do serviço ao próximo. Em nenhum momento existe estímulo para especulações vaidosas sobre identidades passadas. O foco é sempre a transformação moral. Já Emmanuel advertia que o Espiritismo perderia sua finalidade se fosse transformado em palco de fantasias e disputas personalistas.

Do mesmo modo, Bezerra de Menezes sempre defendeu a união espírita baseada na caridade, na humildade e no estudo sério da Doutrina. Alimentar teorias fantasiosas apenas estimula divisões inúteis, idolatrias e infantilizações incompatíveis com a maturidade filosófica do Espiritismo.

A fascinação (obsessão) em descobrir reencarnações famosas revela, muitas vezes, profunda imaturidade espiritual. É mecanismo psicológico de fuga diante do verdadeiro desafio espírita: ressignificar o egoísmo, o orgulho e a vaidade. Enquanto alguns discutem fantasiosamente se Chico foi Kardec, esquecem-se da tarefa essencial de viver os ensinos morais do Evangelho.

O Espiritismo não necessita dessas narrativas fantasiosas para validar sua grandeza. Sua força está justamente na racionalidade, na universalidade do ensino dos Espíritos e no convite permanente ao aperfeiçoamento moral. Fora disso, sobram apenas emocionalismo, fascinação e ilusão.

 

Referências Bibliográficas:

KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, 2019.

KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 2020.

XAVIER, Francisco Cândido. Pinga-Fogo com Chico Xavier. São Paulo: IDE, 2008.

XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. O Consolador. Rio de Janeiro: FEB, 2017.

XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito André Luiz. Nosso Lar. Rio de Janeiro: FEB, 2019.

FRANCO, Divaldo Pereira. Diretrizes de Segurança. Salvador: LEAL, 2009.

MENEZES, Bezerra de. A Loucura sob Novo Prisma. Rio de Janeiro: FEB, 2018.

 

 

Nostradamus, armagedom, islã e os conflitos contemporâneos na visão espírita

 


 

Jorge Hessen

Brasília -DF

Ao longo da história, períodos de crise social, guerras e transformações culturais sempre estimularam interpretações proféticas sobre o futuro da humanidade. Entre essas previsões, destacam-se as famosas Centúrias de Nostradamus, frequentemente associadas ao chamado “Armagedom”, entendido por muitos como uma guerra global de caráter religioso ou civilizacional. Em tempos atuais, diante do crescimento das populações islâmicas na Europa, do avanço de ideologias políticas polarizadas e do aumento de tensões geopolíticas, muitos tentam relacionar tais fenômenos às antigas profecias.

Todavia, sob a ótica espírita, convêm prudência, racionalidade e equilíbrio. Allan Kardec advertiu que o Espiritismo não deve se apoiar em previsões fatalistas nem em interpretações apocalípticas sem base lógica e moral. A Doutrina Espírita analisa os acontecimentos humanos a partir da lei de progresso, das consequências morais das ações coletivas e da responsabilidade espiritual dos indivíduos.

O crescimento do islamismo na Europa não pode ser interpretado simploriamente como “invasão destrutiva” ou ameaça inevitável. Seria incompatível com o pensamento espírita transformar povos inteiros em inimigos espirituais. O próprio Cristo ensinou que o ódio produz mais ódio, enquanto a fraternidade constitui a única solução duradoura para os conflitos humanos. Kardec recorda que todas as religiões guardam sementes de verdade e representam etapas evolutivas da humanidade.

É evidente que existem movimentos extremistas dentro de várias tradições religiosas e políticas. O terrorismo, seja praticado em nome da religião, do nacionalismo ou de ideologias revolucionárias, representa grave expressão do atraso moral humano. Entretanto, seria injusto associar bilhões de muçulmanos ao extremismo violento. O Espiritismo condena qualquer forma de fanatismo, seja religioso, político ou ideológico.

A chamada “onda vermelha”, os radicalismos ideológicos contemporâneos e a polarização entre conservadores  e progressistas também precisam ser analisados com serenidade. Emmanuel, através de Chico Xavier, advertia que as grandes crises do mundo decorrem sobretudo da ausência de transformação moral do homem. Quando grupos políticos passam a justificar violência, intolerância ou autoritarismo em nome de projetos de poder, revelam apenas o velho materialismo travestido de discurso humanitário.

León Denis ensinava que as civilizações não perecem por causa de povos estrangeiros, mas pela decadência moral interna. Assim, a Europa não enfrentaria uma crise por causa apenas da imigração islâmica, mas sobretudo pela perda de valores espirituais, pelo vazio existencial, pelo consumismo excessivo e pela fragilidade ética das instituições modernas.

André Luiz, em diversas obras psicografadas por Chico Xavier, demonstra que a humanidade terrestre atravessa fase de transição espiritual. Nesse contexto, conflitos culturais, choques ideológicos e tensões sociais tendem a intensificar-se. Contudo, tais acontecimentos não significam condenação definitiva da humanidade, mas oportunidades de aprendizado coletivo.

Bezerra de Menezes afirmava que a regeneração do mundo dependerá menos de sistemas políticos e mais da educação moral baseada no Evangelho. Nenhuma ideologia salvará a humanidade sem a vivência do amor, da tolerância e da justiça.

Divaldo Franco frequentemente advertiu sobre o crescimento do extremismo e da violência, mas sempre destacou que o medo coletivo alimenta ainda mais as sombras sociais. O Espiritismo não estimula paranoia civilizacional nem guerras religiosas; propõe discernimento, caridade e vigilância moral.

Desse modo, as profecias atribuídas a Nostradamus devem ser analisadas com cautela. O Espiritismo não sustenta determinismos absolutos. O futuro resulta das escolhas humanas. A humanidade pode caminhar rumo a conflitos devastadores, mas também pode construir uma era de regeneração moral se aprender a superar o egoísmo, o fanatismo e a intolerância.

Mais importante do que tentar identificar “o inimigo profético” é reconhecer que o verdadeiro Armagedom ocorre no próprio homem, na luta entre o orgulho e o amor, entre o ódio e a fraternidade.

 

Referências Bibliográficas:

DENIS, Léon. Depois da Morte. Rio de Janeiro: FEB, 2019.

FRANCO, Divaldo Pereira. Transição Planetária. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Salvador: LEAL, 2010.

KARDEC, Allan. A Gênese. Rio de Janeiro: FEB, 2021.

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2022.

XAVIER, Francisco Cândido. A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 2020.

XAVIER, Francisco Cândido. Nosso Lar. Pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: FEB, 2021.

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17 maio 2026

Refletindo sobre transplantes de órgãos sob a perspectiva espírita



 


Jorge Hessen

Brasília -DF

 

Nas diversas especialidades médicas, o transplante de órgãos talvez seja uma das práticas que melhor simbolizam a ligação entre morte e renovação da vida, recordando a imagem da fênix  (ave mitológica associada ao renascimento). O avanço da ciência, especialmente nas áreas de transplantes, genética e terapias celulares (utiliza células-tronco, fatores de crescimento ou estímulos biológicos para reparar, substituir ou rejuvenescer tecidos danificados), tem ampliado as possibilidades de prolongamento e melhoria da existência física.

No passado, os transplantes eram marcados por elevadas taxas de rejeição e reduzidas perspectivas de sobrevida. Atualmente, graças aos imunossupressores e ao aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas, tornaram-se recursos terapêuticos seguros e eficazes. Ainda assim, muitos espíritas demonstram receios quanto à doação de órgãos, geralmente motivados por interpretações equivocadas de opiniões atribuídas a Chico Xavier.

Em entrevista concedida à TV Tupi, em 1964, Chico Xavier afirmou que os Espíritos consideravam o transplante “um problema da ciência muito legítimo e muito natural”. Explicou ainda ser perfeitamente compreensível a doação de órgãos úteis após a desencarnação, em benefício de pessoas necessitadas. A conhecida declaração do médium sobre não desejarem “mexer em seu corpo” referia-se, especificamente, ao temor de que seu cérebro fosse utilizado em estudos após sua morte, e não a uma condenação dos transplantes.

Na visão espírita, doar órgãos representa gesto elevado de solidariedade. Joanna de Ângelis define o transplante como “verdadeira bênção”, capaz de proporcionar moratória existencial ao Espírito reencarnado, permitindo-lhe prosseguir na experiência terrena.

Alguns questionam se a retirada dos órgãos causaria danos ao perispírito. Contudo, não há fundamento doutrinário para essa preocupação. O doador de córneas, por exemplo, não despertará cego na vida espiritual. Caso contrário, os Espíritos desencarnados em acidentes, incêndios ou explosões permaneceriam eternamente mutilados, hipótese incompatível com a justiça divina.

Outro ponto frequentemente debatido é a morte encefálica. A medicina contemporânea considera morto o indivíduo que apresenta cessação irreversível de todas as funções encefálicas, inclusive do tronco cerebral, ainda que aparelhos mantenham artificialmente a circulação e a respiração. O diagnóstico exige rigorosos protocolos clínicos e exames complementares. Portanto, a retirada de órgãos nessas circunstâncias não configura eutanásia, pois a morte já ocorreu sob critérios científicos universalmente aceitos.

O Espiritismo ensina que o desligamento do Espírito do corpo varia conforme as condições morais e psíquicas de cada indivíduo. Em alguns casos, pode ocorrer de maneira lenta; em outros, quase instantaneamente. Entretanto, seria incoerente admitir que a Justiça Divina ficasse subordinada às circunstâncias materiais do cadáver, seja em transplantes, necrópsias ou cremações.

Allan Kardec esclarece que a alma não permanece presa indefinidamente ao corpo sem vida. André Luiz acrescenta que células transplantadas passam gradualmente a adaptar-se ao comando mental e espiritual do receptor, integrando-se ao novo organismo. Joanna de Ângelis complementa, afirmando que o órgão transplantado sofre naturalmente influência do perispírito do beneficiário.

Assim, à luz da Doutrina Espírita, a doação de órgãos constitui legítima expressão de caridade e fraternidade. Trata-se de valiosa conquista da ciência humana, colocada a serviço do amor, oferecendo a muitos irmãos a oportunidade de continuar a jornada terrena. Negar essa possibilidade por temor infundado seria duvidar da misericórdia e da perfeita justiça das Leis Divinas.

 

Referências Bibliográficas:

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2003.

XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos. Pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: FEB, 1972.

FRANCO, Divaldo Pereira. Dias Gloriosos. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador: LEAL, 1999.

SIMONETTI, Richard. Quem Tem Medo da Morte?. São Paulo: Lumini, 2001.

BEZERRA, Evandro Noleto. “Transplante de Órgãos na Visão Espírita”. Reformador, Rio de Janeiro, out. 1998.

ABBUD FILHO, Mário. Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos. Estudos sobre transplantes e doação de órgãos.

SANTOS, Rita Maria P. Dos Transplantes de Órgãos à Clonagem. Rio de Janeiro: Forense, 2000.

16 maio 2026

Adultério e invasão de privacidade numa reflexão kardequiana

 




Jorge Hessen

Brasília -DF

 

Diante da infidelidade conjugal, muitas pessoas atravessam duas etapas emocionais marcantes: o protesto e o desespero. Na primeira fase, predominam o choro, a revolta, os pedidos de reconciliação e a sensação de perda. Na segunda, surgem sintomas semelhantes aos quadros depressivos, como insônia, isolamento social, desânimo e perda de interesse pela vida cotidiana.

 Em meio a esse contexto, ganhou repercussão o caso do norte-americano Leon Walker, de Michigan, que acessou o correio eletrônico da esposa para confirmar uma relação extraconjugal. Alegou ter agido para proteger os filhos, mas acabou acusado de invasão de privacidade eletrônica, podendo inclusive responder criminalmente perante a legislação norte-americana.

O episódio suscita reflexão ética e jurídica. De um lado, a invasão de correspondência eletrônica constitui afronta ao direito à intimidade, protegido pelas legislações modernas e pela própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo artigo 12 condena interferências arbitrárias na vida privada.

No Brasil, a Constituição Federal de 1988 assegura a inviolabilidade da intimidade, da vida privada e das comunicações (BRASIL, 1988). A expansão tecnológica, entretanto, tornou cada vez mais tênue a fronteira entre o público e o privado, favorecendo mecanismos de vigilância doméstica, espionagem virtual e monitoramento de mensagens pessoais.

Sob a ótica espírita, porém, o adultério possui implicações morais profundas, por atingir diretamente os sentimentos, a confiança e os compromissos afetivos. Allan Kardec recorda a advertência do Cristo à mulher adúltera: “Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra” (João 8:7), ensinando que a indulgência deve prevalecer sobre a condenação precipitada. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec afirma que não devemos julgar com maior severidade os erros alheios sem antes examinarmos nossas próprias imperfeições.

O Espírito Emmanuel observa que muitos dramas afetivos decorrem da imaturidade emocional humana e que, no futuro, o adultério tenderá a desaparecer à medida que as relações forem edificadas sobre respeito, responsabilidade e afinidade espiritual. A verdadeira união, segundo a visão espírita, transcende os impulsos meramente corporais, fundamentando-se no amor, na compreensão e no crescimento mútuo. Por isso, diante das desarmonias conjugais, a prudência recomenda menos acusações e mais reflexão íntima.

Não cabe ao observador humano penetrar a consciência alheia nem emitir sentenças definitivas. Cada criatura enfrenta provas específicas diante da Lei Divina. O Mentor de Chico Xavier adverte que muitos erros aparentes podem converter-se em caminhos de aprendizado, enquanto aparentes acertos podem ocultar graves desvios morais. Assim, perante conflitos afetivos, a recomendação cristã continua atual: substituir o julgamento pela compreensão e recordar o ensinamento do Cristo — “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” (João 15:12).

 

Referências Bibliográficas:

 

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

Novo Testamento. João 8:7; João 15:12.

O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, 2019.

Francisco Cândido Xavier; Emmanuel. Vida e Sexo. Rio de Janeiro: FEB, 1978.

GUEIROS JUNIOR, Nehemias. Insegurança na internet: há remédio? Disponível em: Mundo Jurídico. Acesso em: 16 de maio de 2026.

Heranças insólitas e paradoxos humanos




 


 

Jorge Hessen

Brasília -DF

 

Casos de milionários que deixam fortunas para seus animais de estimação chamam a atenção pelo contraste entre riqueza e afeto. Gail Posner, socialite americana, destinou sua mansão de US$ 8,3 milhões e um fundo de US$ 3 milhões à cadela. Leona Helmsley, magnata de Nova York, deixou US$ 12 milhões para sua maltês Trouble, excluindo os netos. Oprah Winfrey reservou US$ 30 milhões para seus cães, enquanto Drew Barrymore determinou que sua cadela herdasse sua casa de US$ 3 milhões. A condessa alemã Karlotta Liebenstein, em 1992, legou US$ 194 milhões ao pastor alemão Gunther III; o fundo hoje ultrapassa US$ 370 milhões.

Tais atitudes revelam um sintoma psicopatológico com o recado: “Recebi mais amor do meu animal do que das pessoas.” Esses extremos refletem uma sociedade marcada por contradições: fortunas destinadas a cães coexistem com miséria, drogas, violência, racismo e fome.

Ainda convivemos com pessoas em situação de rua, doenças como tuberculose e AIDS, e epidemias de crack, apesar de vivermos em uma era tecnológica que parecia inimaginável nos anos 1970, quando não existiam microcomputadores, celulares ou internet.

Porém, reconheço que nem tudo é desolador. Ao lado de heranças excêntricas destinadas a animais de estimação, que frequentemente despertam curiosidade e repercussão pública, existem também exemplos marcantes de profunda responsabilidade social. Muitos empresários, artistas e milionários optam por destinar parte significativa de suas fortunas ao amparo do ser humano, financiando hospitais, pesquisas científicas, bolsas de estudo, projetos culturais e ações de solidariedade.

Desde o século XIX, milionários americanos praticam o mecenato e a filantropia, financiando museus, universidades e projetos sociais. Atualmente, muitos não esperam a morte para doar: criam fundações ainda jovens, garantindo que os recursos sejam aplicados em causas escolhidas. Além disso, evitam deixar grandes heranças aos filhos, temendo que isso destrua sua autonomia. Nos EUA, valoriza-se o self-made man (*) e heranças excessivas são vistas como um obstáculo ao mérito pessoal.

Nesse cenário de profundas crises morais, desigualdades sociais e desafios coletivos que afligem a humanidade contemporânea, a mensagem do Cristo permanece como um roteiro seguro para a regeneração espiritual do homem. Seus ensinamentos de amor, perdão, fraternidade e solidariedade continuam atuais e indispensáveis para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica.

Exemplos luminosos como Vicente de Paulo, Francisco de Assis, Irmã Dulce, Madre Teresa e Chico Xavier demonstram, por meio de suas existências dedicadas ao próximo, que a caridade genuína, associada ao amor incondicional, possui extraordinária força moral capaz de aliviar sofrimentos, despertar consciências adormecidas e transformar realidades sociais. Pela vivência sincera do Evangelho, esses benfeitores revelaram que o verdadeiro progresso da humanidade não será alcançado apenas pelo avanço material, mas, sobretudo, pela renovação íntima e pela prática do bem, sem distinções.

Como disse Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas o Cristo vive em mim” (Gl 2,20). Cabe a nós escolher, entre o berço e o túmulo, atitudes que elevem a vida por meio da fé e das boas obras.

 (*)  termo usado para descrever indivíduos que alcançaram grande sucesso, riqueza ou prestígio social partindo do zero, sem heranças, privilégios ou ajuda externa significativa

Referências Bibliográficas:

  1. IstoÉ Independente, Edição 1925, 2010.
  2. Mario Marcondes, veterinário, Hospital Sena Madureira, SP.
  3. Rick Cohen, Comitê Nacional de Filantropia Responsável.
  4. Bíblia, Gálatas 2,20.

15 maio 2026

O espetáculo das “mediunidades exóticas” , os algodões mágicos e a deformação mística do espiritismo




 


Jorge Hessen

Brasília -DF

Sabemos de práticas “mediúnicas” estranhas à proposta racional de Allan Kardec. Surgem figuras cercadas de aura mística do tipo, supostos “desmanchadores de feitiços”, há até exibições de “algodões desobsessores” com objetos de feitiço materializados, líquidos misteriosos e toda sorte de teatralizações mediúnicas que mais lembram superstição medieval do que mediunidade séria.

O caso dos algodões mágicos de Votuporanga é exemplo preocupante dessa deformação: a substituição da fé raciocinada pelo fascínio do extraordinário. Há até excursões para os adoradores do algodão prestidigitador

Kardec jamais edificou o Espiritismo sobre o maravilhoso. Em O Livro dos Médiuns, advertiu severamente contra: mistificações; charlatanismo; animismo; fraudes; fascinação mediúnica; e imaginação exaltada.

O verdadeiro espírita não deve correr atrás do fantástico, mas analisá-lo com prudência. A mediunidade séria jamais precisou de espetáculos para demonstrar autenticidade.

Quanto maior a teatralidade, maior deveria ser a cautela crítica. Entretanto, muitos ambientes espiritualistas alimentam exatamente o contrário: quanto mais extravagante o fenômeno, maior o encantamento popular.

Criou-se quase uma “indústria do sobrenatural”, sustentada pelo medo de “trabalhos feitos”, obsessões imaginárias e fantasias de feitiçaria materializada.

Ora, o Espiritismo nunca ensinou que obsessão espiritual funcione como “implantação mágica” de objetos físicos nas pessoas. Segundo Allan Kardec, a obsessão é processo psíquico e moral estabelecido por sintonia mental inferior, e não um teatro de “extrações” de panos, agulhas, líquidos ou algodões misteriosos diante de plateias impressionáveis.

Esse tipo de prática aproxima-se muito mais do pensamento mágico medieval do que da sobriedade kardequiana. Em A Gênese, Kardec afirma que o sobrenatural é irreal; existem apenas fenômenos naturais ainda desconhecidos. Portanto, quanto mais extraordinária a alegação, maior deve ser o rigor investigativo.

Curiosamente, fenômenos espetaculares quase sempre desaparecem quando submetidos a: filmagem contínua; controle rigoroso; perícia independente; e observação científica séria.

A história do mediunismo está repleta de “médiuns extraordinários” posteriormente desmascarados. E justamente os efeitos físicos sempre foram os mais suscetíveis a truques e manipulações, porque impressionam os sentidos e enfraquecem o senso crítico.

Há ainda o poderoso fator psicológico. Ambientes emocionalmente carregados favorecem: autosugestão; histeria coletiva; interpretações fantasiosas; e dramatizações inconscientes.

Em muitos casos, o próprio médium pode acreditar sinceramente em suas manifestações sem perceber mecanismos psicológicos envolvidos. Em outros, infelizmente, pode existir fraude deliberada.

O problema maior é que essas práticas desviam completamente o eixo moral do Espiritismo. Enquanto Kardec propunha reforma íntima, educação moral e emancipação intelectual, certos grupos preferem alimentar: terror espiritual; dependência emocional; fetichismo mediúnico; e superstição.

Transformam o Espiritismo em ritual mágico de “desmancho de feitiços”.

Léon Denis advertia que o excesso de maravilhoso costuma atrair mistificação. Já Chico Xavier, através de Emmanuel, lembrava que fenômeno, por si só, não prova elevação espiritual.O critério espírita nunca foi o impacto emocional do fenômeno, mas sua coerência moral, racional e lógica.

Quando uma prática supostamente mediúnica  produz mais curiosidade do que esclarecimento, mais fascinação do que consciência e mais superstição do que razão, ela já se afastou perigosamente da proposta kardequiana.

O Espiritismo não nasceu para ser religião de assombração ou espetáculo folclórico. Surgiu para libertar o ser humano da ignorância — inclusive da ignorância espiritual.

A fé espírita autêntica não necessita de algodões misteriosos, teatralizações mediúnicas ou lendas de feitiçarias (trabalhos feitos) materializadas. Sustenta-se na razão, na moral e no discernimento.

13 maio 2026

Chakras? Karma? Espiritismo não é e jamais será uma fossilização ortodoxa ou dogmática




 


 

Jorge Hessen

Brasília -DF

 

Há um comportamento cada vez mais enjoativo, entediante, fastidioso de alguns “PhDs” “kardequiólogos” apostando na transformação do Espiritismo numa estrutura rígida, engessada e quase medieval, na qual tudo aquilo que não foi literalmente pronunciado por Allan Kardec passa a ser automaticamente condenado como “não espírita”. Tal postura, além de intelectualmente rasa, pobre e medíocre, contradiz frontalmente o próprio método kardequiano.

Temos lido alguns textos propondo uma espécie de patrulhamento doutrinário em que alguns “PhDs kardequiólogos guardiões da pureza” repetem, como um mantra dogmático: “se Kardec não citou, não pertence ao Espiritismo”. Curiosamente, esses mesmos “míopes PhDs” esquecem que o Codificador jamais propôs uma doutrina estanque, petrificada ou encerrada em si mesma.

Em A Gênese, Kardec asseverou: “O Espiritismo, marchando com o progresso, jamais será ultrapassado.”  A afirmação do Codificador é uma das mais extraordinárias demonstrações de humildade intelectual já feitas no campo religioso e filosófico.  

Ainda em A Gênese, capítulo I, Kardec registra: “Se uma verdade nova se revelar, ele (o Espiritismo) a aceitará. Se uma nova descoberta demonstrar estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele (o Espiritismo) se modificará nesse ponto.” Essa declaração destrói completamente a pretensão dogmática dos PhDs ortodoxos que desejam transformar o Espiritismo num sistema fechado, inflexível e fossilizado.

As frases são devastadoras contra qualquer tentativa de congelamento doutrinário. Kardec não fundou uma seita arqueológica (dinossáurica) destinada à repetição mecânica de conceitos do século XIX. Ele estruturou uma filosofia libertária , progressiva, aberta ao avanço do conhecimento humano.

Quando alguns espíritas rejeitam histericamente qualquer aproximação entre Espiritismo e conceitos orientais como chakras ou karma, demonstram desconhecer tanto a universalidade da verdade quanto a própria metodologia kardequiana. Até porque Kardec não utilizou esses termos porque eram adventícios ao clássico ambiente cultural francês de sua época. Isso, porém, não significa inexistência de correspondências conceituais.

Kardec descreveu o perispírito como estrutura semimaterialsensível ao pensamentoàs emoções e às vibrações morais. Em várias passagens de O Livro dos Espíritos e A Gênese, encontramos referências às regiões do sentimento e da inteligência, associadas ao coração e ao cérebro, indicando funções psíquicas vinculadas ao organismo semimaterial.

Posteriormente, André Luiz aprofundaria essa questão ao abordar os “centros de força” em obras como Entre a Terra e o Céu. A semelhança com a percepção oriental dos chakras é evidente. Apenas os PhDs sectários fingem não perceber.

O mesmo ocorre com a ideia de karma. Kardec não empregou a palavra, mas trabalhou exaustivamente o princípio de causa e efeito moral. Em O Céu e o Inferno, demonstra que cada espírito colhe as consequências de seus atos através das reencarnações sucessivas. O nome muda; o princípio permanece.

Há, infelizmente, um medo patológico do diálogo filosófico. Alguns imaginam que reconhecer aproximações entre tradições espirituais destruiria a identidade espírita. Pelo contrário: apenas demonstra maturidade intelectual. A verdade não nasce numa única cultura, numa única língua ou numa única civilização.

O problema desses pseudoespíritas dogmatizantes (PhDs insignificantes) é confundirem fidelidade doutrinária com idolatria textual. Transformam Kardec numa “divindade indefectível” — justamente aquilo que o Codificador  jamais quis ser. Kardec propôs método, raciocínio e investigação contínua. Não fundou um tribunal inquisitorial para interditar reflexões.

A consequência desse radicalismo é desastrosa: empobrece-se o pensamento espírita, sufoca-se o debate e afasta-se a juventude intelectualizada, que percebe rapidamente o autoritarismo disfarçado de “defesa doutrinária”.

O verdadeiro espírita não teme o conhecimento. Analisa, compara, pondera e investiga. Foi exatamente esse o método ensinado por Kardec. Negar toda contribuição filosófica externa ao Espiritismo é admitir, implicitamente, que a doutrina seria frágil demais para dialogar com outras tradições.

O Espiritismo não precisa de Phds censores. Precisa de estudiosos sérios, capazes de compreender que a revelação espiritual é progressiva e que a verdade divina jamais coube integralmente nas fronteiras culturais da França do século XIX.

 

12 maio 2026

Sexo, Casamento e Celibato à Luz Esprita




 

 

Jorge Hessen

Brasília -DF

 

Refletir sobre sexo, casamento e celibato é abordar uma das forças mais profundas da experiência humana: a energia (impulso) sexual, ou libido. Mais do que simples acometimento biológico, trata-se de poderosa manifestação psíquica ligada aos sentimentos, aos desejos e à forma como nos relacionamos afetivamente.

A visão espírita não condena o sexo, porém o compreende como patrimônio divino da criatura, destinado ao amor, à responsabilidade e ao progresso espiritual. Sob essa perspectiva, o pensamento de Emmanuel permanece atual ao afirmar: a sua “não proibição, mas educaçãonão abstinência imposta, mas emprego digno; não indisciplina, mas controle”.

A questão essencial não está apenas no permissível ou proibido, mas no uso consciente das energias criadoras da alma como a vontade, a consciência, o amor, o pensamento e o livre-arbítrio — que nos conectam à força vital do universo. O desequilíbrio sexual nasce, sobretudo, do egoísmo, da posse e da irresponsabilidade afetiva.

Na sociedade contemporânea, marcada pelo consumismo e pela erotização excessiva, o sexo frequentemente é reduzido a entretenimento ou instrumento de domínio emocional. Entretanto, a sexualidade sem amor gera vazio existencial, ansiedade e conflitos psicológicos.

O amor verdadeiro liberta; a paixão possessiva aprisiona. Por isso, a Doutrina Espírita ensina que o sexo deve ser sublimado e caminhar ao lado da responsabilidade moral e da dignidade humana.

Segundo Allan Kardec, o casamento constitui avanço da civilização e importante conquista social. No Livro dos Espíritos, os Benfeitores Espirituais explicam que a união estável favorece o progresso da humanidade, consolidando os vínculos de afeto e cooperação. A família converte-se, assim, em núcleo de aprendizado espiritual, oficina de reconciliações e reencontros entre Espíritos comprometidos entre si perante a lei divina.

Sob o ponto de vista das pluralidades das existências, muitos casamentos representam oportunidades de reajuste e crescimento mútuo. Há uniões constituídas pelo amor profundo; outras surgem como provas, deveres ou missões educativas. Em qualquer circunstância, o matrimônio não deve ser visto apenas como contrato social, mas como experiência espiritual relevante para o aperfeiçoamento moral.

Isso não significa defender a indissolubilidade absoluta do casamento. O próprio Espiritismo reconhece que leis humanas podem ser modificadas quando deixam de atender às necessidades legítimas da criatura. Relações marcadas pela violência, humilhação ou degradação moral não correspondem aos objetivos superiores da união afetiva.

Quanto ao celibato, a Doutrina Espírita não o considera estado de perfeição automática. O mérito espiritual não está na abstinência em si mesma, mas na intenção que a motiva. Quando adotado por egoísmo, fuga das responsabilidades ou orgulho, perde valor moral; porém, quando decorre de sincera dedicação ao bem coletivo, converte-se em forma legítima de renúncia e serviço.

O impulso natural  da sexualidade, portanto, não deve ser encarado com culpa consciencial  nem com leviandade. Conforme esclarece André Luiz, o sexo “reside na mente”, refletindo-se no corpo físico como expressão das emoções e pensamentos. Toda desarmonia no campo afetivo repercute profundamente na consciência, produzindo consequências emocionais e espirituais.

Os conflitos atuais envolvendo família e sexualidade revelam muito mais uma crise moral do que meramente biológica ou sociológica. Nenhuma solução exterior substituirá a renovação íntima do indivíduo.

A verdadeira educação sexual precisa incluir valores éticos, respeito, afetividade, responsabilidade e espiritualidade. O sexo é força criadora; o amor é força libertadora. Quando ambos caminham harmonizados pela consciência, tornam-se instrumentos de crescimento espiritual e de construção da felicidade possível na Terra.

 

Referências Bibliográficas:

O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, 2004.

O Evangelho Segundo o Espiritismo. São Paulo: IDE, 1984.

XAVIER, Francisco Cândido. Vida e Sexo. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1999.

XAVIER, Francisco Cândido. No Mundo Maior. Ditado pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: FEB, 1999.