Jorge Hessen
Brasília -DF
Como professor de História, compreendo o regime comunista como uma “metástase do organismo social” e apresento como base os resultados concretos observados nesse regime do século passado, que foi responsável por assassinatos em massa, repressão e fomes induzidas, resultando em milhões de mortes. Os casos mais clássicos e desgraçados incluem a União Soviética (expurgos, Gulag), República Popular da China (Grande Salto Adiante, Revolução Cultural) e o Camboja (Khmer Vermelho).
Minha interpretação apoia-se, dentre outras inúmeras fontes , nos estudos contidos no livro “O Livro Negro do Comunismo”, que atribui ao regime comunista um número superior a 100 milhões de homicídios, decorrentes de execuções, trabalhos forçados, perseguições políticas e fomes associadas a assombradoras políticas estatais.
Tal tumor (maligno) comunista caracteriza-se por partido único, censura, repressão religiosa e campos de trabalho forçados, configurando sistemas autoritários violentíssimos. Além disso, o planejamento centralizado e a supressão da propriedade privada produziram fome pela escassez, ineficiência econômica e estagnação generalizada.
A experiência acumulada ao longo de cerca de um século de neoplasia ideológica (maligna) evidencia um padrão recorrente de crises humanitárias e restrição das liberdades individuais, por essa razão sustento a concepção do comunismo histórico como uma tragédia inigualável na humanidade.
Por outro lado e na condição de espírita, concebo que o progresso legítimo e o aperfeiçoamento social nascem do trabalho digno aliado ao sentimento cristão. Assim, o Espiritismo não se vincula a nenhuma ideologia partidária (muitíssimo menos comunista). Seu compromisso é com a lei de progresso moral.
Como ensinam os Espíritos, “fora da caridade não há salvação”. A transformação social depende da regeneração do indivíduo. Sem transformação íntima de cada cidadão, qualquer sistema degenera, mas com elevação moral, toda estrutura social se harmoniza.
As instituições realmente são reflexos do estado moral coletivo. Somente a educação do sentimento, iluminada pelo Evangelho, poderá assegurar justiça social verdadeira e duradoura e o Espiritismo é por excelência o legítimo instrumento de transformação social.




