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  • segunda-feira, 15 de junho de 2009

    CARTA ABERTA AO JORGE


    Prezado amigo Jorge, Eu não poderia deixar de manifestar, a ti, o meu apoio, quando te posicionas contra os abusos que presencias, a torto e a direito, em determinados grupos espíritas, e que estão em desacordo com as instruções elevadas da nossa doutrina, e, em contrapartida, recebes a incompreensão de alguns, o que era de se esperar. Aliás, abusos existem em todos os segmentos religiosos, diga-se de passagem, haja vista o que a mídia nos informa quase que diariamente, e que assistimos com grande pesar.
    Teus artigos, pelo que contêm, abordam temas bastante polêmicos, porém, urgentes à nossa reflexão. Outros artigos agitam o meio, pelas verdades amargas que expões em defesa do projeto espírita, projeto esse que provém de um ser superior, o espírito Verdade - e não do Homem -, disponível a todos nós, do qual devemos sorver elementos de instrução e crescimento.
    Tens tido a preocupação em alertar que há irmãos investidos em cargos de direção de algumas casas espíritas, que ainda se encontram convalescentes de moléstia da alma, herdada de deficitária instrução religiosa de tempos inimagináveis, e que oferecem ensejo a sérias viciações em seus assistidos, justo por falta de conhecimento mais profundo da doutrina espírita ou pela insipiente noção de responsabilidade individual de que dispõem no momento, gravada nos recônditos de suas consciências. São almas irresolutas, pois que se agitam, diante da menor crítica, que seja, mesmo quando não as identificas, nominalmente – o que, aliás, seria uma atitude nada cristã, caso assim procedesses. Qual é a verdade que não incomoda quem está em erro?
    Sei que não atuas com soberba autoridade, a ditar regras de moral a quem quer que seja, mas teus retumbantes brados ecoam longe, quando identificas determinados erros na aplicação prática do conteúdo espírita e essa tua postura, admirada por quantos levam a doutrina a sério, naturalmente, nos faz lembrar Jesus, que condenava o crime, mas, jamais, o criminoso. Até mesmo Ele, que era um exemplo de candura, agiu com rigor, com muito rigor, aliás, quando a expulsar aqueles que praticavam comércio às portas do Templo. Não há como combater as graves infrações com doces palavras, mas, com severas atitudes. Mesmo assim, não faltará quem diga: "- Não se pode comparar a moral do Cristo com a moral dos Homens." Muito bem! É óbvio que não, mas qual foi, então, o motivo por que Ele veio a ter conosco, senão ensinar o caminho a ser seguido? Segue-O quem tem juízo, e quem tem juízo, acumula méritos e tem credibilidade. Há nisso algo de imoral? Não és o dono da verdade, mas segues a Verdade. Essa é a diferença! Sentiste a sutileza?
    A tua disposição particular de salvaguardar o conteúdo e a imagem do Espiritismo, faz de ti um adepto especial. Conta com o nosso apoio, pois estás coberto de razão! És fraterno no momento em que esclareces. Se esclareces, ensinas; se ensinas, educas e, se educas, colaboras na obra do Senhor. Eis, aí, "a Verdade, o Caminho e a Vida" em ação, em movimento. São muitos os que pensam como pensas, mas são poucos os que se dispõem a fazer o que fazes, em defesa do Espiritismo. Quando, no uso da palavra ou da escrita, empregas termos de grande e providencial impacto, sabemos que não se trata de uma atitude intencional para ferir alguém, mas alertar quanto a não desvirtuar a prática da nossa doutrina, para que permaneça, sempre, dentro dos legítimos parâmetros enunciados por Kardec, ou, ainda, como advertência a que não se estabeleça quem não tenha competência para estar na direção de um centro espírita, pois a falta de preparo poderá causar inimagináveis prejuízos ao futuro da doutrina espírita.
    O teu silêncio, sim, seria o selo da hipocrisia estampado em tua alma.
    Fraternalmente,

    Vânia
    E-Mail: vborgesc@hotmail.com
    Tradutora para o inglês deste site
    Site: http://jorgehessen.net
    CARTA ABERTA AO JORGE

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