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  • sábado, 13 de junho de 2009

    CATASTROFISMOS


    Segundo Emmanuel, "alguns anos antes de terminar o primeiro século, após o advento do Evangelho, já as forças espirituais operam uma análise da situação amargurosa do mundo, em face do porvir. Jesus chama aos espaços o Espírito João, que de uma caverna da ilha grega de Patmos, o apóstolo atônito e aflito, lê a linguagem simbólica do invisível. Recomenda-lhe Jesus que entregue os seus conhecimentos ao planeta como advertências a todas as nações e a todos os povos da Terra" (1), e o velho evangelista narra as suas visões repletas de alegorias e mistérios e transmite aos seus discípulos as advertências extraordinárias do Apocalipse.
    Todos os fatos posteriores a João estão ali (Livro Apocalipse) previstos, para a História da humanidade. As guerras, as nações futuras, o mercantilismo e as lutas ideológicas da civilização ocidental estão ali, pormenorizadamente, entrevistos.
    Muitos outros profetas, de relativa importância, sucederam-se a João, mas nenhum foi, até os nossos dias, mais importante que o médico francês Michel de Notre-Dame, internacionalmente, conhecido por Nostradamus. Este se impôs no conceito do mundo ocidental, pelo elevado índice de acertos de suas previsões, em 400 anos de ocorrência.
    Esclarece Kardec: "a forma empregada até agora nas predições faz delas verdadeiros enigmas, as mais das vezes indecifráveis. Hoje, as circunstâncias são outras; as predições nada têm de místicas. São antes advertências do que predições propriamente ditas. A humanidade contemporânea também conta seus profetas. Mais de um escritor, poeta, literário, historiador ou filósofo hão traçado, em seus escritos, a marcha futura de acontecimentos a cuja realização agora assistimos."(2)
    Nesse contexto, devemos reconhecer que é preocupante o surgimento de seitas e cultos que prenunciam catástrofes, que se multiplicam mundo afora, neurotizados por essa expectativa frenética de uma "nova era". Aliás, o argumento do fim dos tempos é uma especialidade de alguns médiuns desatentos, que propagam catástrofes naturais (terremotos, furacões, epidemias, etc.), médiuns esses que, inclusive, têm sites na Internet e seguem alucinados aos sinais da "hora final".
    Não são raros, em várias partes do mundo, os grupos de pessoas fanáticas que abandonaram emprego, família, à espera do "grande final" e criaram seitas estranhíssimas. Só na França, segundo a Revista Isto É: "há cerca de 200 delas, com 300 mil adeptos". No Japão, vários "gurus" prevêem o final do mundo (3). Nos Estados Unidos, pasmem!, 55 milhões de americanos crêem que falta pouco para o "mundo acabar". Para nossos irmãos norte-americanos, os furacões, que têm destruído a região central do país, são anjos enviados para punir os homens, anunciando o Apocalipse. Isso, porque são países industrializados, poderosos, o que, teoricamente, nos remete à suposição de serem povos mais adiantados intelectualmente.
    Nos dias atuais, nem precisamos ter o dom da premonição para anteciparmos a visão do cenário terrestre para breve. Basta analisarmos o destroçamento que o homem moderno tem operado na natureza, por desenfreada ambição. A exploração da energia nuclear ainda não é assunto do total controle humano. O desmatamento insano, a poluição do ar, o vigor da expansão do consumo de drogas, a banalização do comportamento sexual, seja através de revista, jornal, televisão, cinema, teatro, videocassete, TV a cabo, computador, etc, igualmente, escapam à racionalidade do homem. Há, também, nesse contexto, um preocupante vaticínio sobre a drástica redução da reserva de água potável, para daqui a quatro décadas na Terra. Acerca disso, sabemos que algumas potências econômicas querem internacionalizar a Amazônia, por uma simples razão: cerca de 35% de precipitação de chuva no Planeta ocorre naquela área, levando a região a possuir a maior reserva hídrica terrestre. A propósito, sabemos que muitos especialistas prevêem conflitos mundiais, tendo como causa a corrida pela posse e controle do líquido vital.
    A prática dos códigos evangélicos é a condição intransferível que determinará a grande transformação sócio, político e econômico do porvir. Nessa esteira, haverá de ser o final do mundo velho, desse mundo regido pela desmesurada ambição, pela corrupção, pelo aniquilamento dos preceitos éticos, pelo orgulho, pelo egoísmo e pela incredulidade.
    Cremos que a Terra não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que destrua de súbito uma geração. A atual sociedade desaparecerá, gradualmente, e a nova lhe sucederá sem derrogação das leis naturais, conforme preceitua o Espiritismo.
    "Tudo se processará exteriormente, como sói acontece, com a única, mas capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem." (4)
    Por mais difícil que seja o processo de seleção final dos valores morais da sociedade, não podemos olvidar que Jesus é o Senhor da Vida. Os Seus ensinamentos não passaram e jamais passarão. Nessa perspectiva, saibamos que nas Suas mãos repousam os destinos da Terra.

    Jorge Hessen
    E-Mail: jorgehessen@gmail.com
     Site: http://jorgehessen.net/
    FONTES:(1) Emmanuel, "A Caminho da Luz", psicografia de Chico Xavier, Cap. 25, FEB/1981-RJ.(2) Kardec, Allan "A Gênese", Cap. XVI, item 17, 16ª ed., FEB/a973-RJ.(3) Revista, "Isto É", de 4 de agosto de 1999.(4) Kardec, Allan, "A Gênese", Cap. XVIII, item 27, 16ª ed., FEB/1973-RJ.

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