16 janeiro 2013

PESQUISAS SOBRE O UNIVERSO CONFIRMAM O ENCANTO CÓSMICO

Jorge Hessen
http://jorgehessen.net



A vida humana e o Universo são surpreendentes mistérios. Dádiva de Deus, que não podemos, nem vamos compreender de maneira tão bucólica. Uma das províncias científicas que mais têm crescido, desde os anos 50, fazendo audaciosas pesquisas, ampliando muito o acervo de seus conhecimentos, é a Astronomia. Dela derivam, ou com ela interagem, a Astrofísica, a Astroquímica e a Exobiologia (estudo da possibilidade de vida fora da Terra).
Em verdade, os astrofísicos prosseguem viajando pelo Universo ilimitado a fim de descobrirem os segredos do Cosmo. De tal modo, vão identificando estrelas, planetas, cometas, galáxias e composições singulares dos “buracos negros” (sabe-se que alguns são duplos e outros com massa de 10 e 20 vezes maior que o Sol). Nessa pugna, desvendou-se que uma em cada seis estrelas pode abrigar em sua órbita um planeta com as dimensões da Terra. Com base nesse dado, os pesquisadores afirmam que pode haver um total de 17 bilhões desses planetas na miúda Via Láctea.
Há investigação sobre possível vida fora da Terra.(1) Há 5 anos, o telescópio Kepler vem observando uma parte fixa do firmamento, captando mais de 150 mil estrelas em seu campo de visão. Ele detecta a diminuta redução na luz que chega de uma estrela quando um planeta passa em frente a ele, no que é chamado trânsito. Um dos quatro planetas, batizado de KOI 172.02, tem apenas uma vez e meia o diâmetro da Terra e gira em torno de uma estrela semelhante ao Sol (talvez a versão mais próxima já descoberta de uma "gêmea" da Terra).
A nanica Terra, embora pese mais de 6 sextilhões de toneladas e apresente uma superfície de 510 milhões de quilômetros quadrados, nem por isso tem presença expressiva para o Sistema Solar. Júpiter, por exemplo, é 1.300.000 vezes maior que nosso orbe. "Marte está distante de nós cerca de 56.000.000 de quilômetros, na época de sua maior aproximação; Capela é 5.800 vezes maior que nosso “planetinha”; Canópus tem um brilho oitenta vezes superior ao Sol".(2) Há estrelas tão brilhantes e cuja luz tem uma intensidade 1 milhão de vezes maior do que a luminosidade solar.
O Sistema Solar possui 9 planetas com 57 satélites. No total, são 68 corpos siderais. E, para que tenhamos noção de sua insignificância, diante do restante do Universo, "nosso Sistema compõe um minúsculo espaço da pequena Via Láctea"(3), ou seja, um aglomerado de aproximadamente 100 bilhões de estrelas, com pelo menos cem milhões de orbes, que, segundo Carl Seagan, no mínimo, 100 mil planetas com possibilidade de vida inteligente e mil com civilizações mais evoluídas que a nossa.(4)
O Espírito Emmanuel confirma que, "nos mapas zodiacais, observa-se, desenhada, uma grande estrela na Constelação do Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela. Magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos, ela, na sua trajetória pelo Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundos, cantando as glórias divinas do Ilimitado. A sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra."(5) Do sistema capelino vieram alguns seres humanos degredados para a Terra.
Segundo William Borucki, um dos líderes da missão do Kepler, "o homem está chegando à fronteira dos planetas que podem potencialmente ter vida".(6) “Acreditar que só haja vida no planeta que habitamos é duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes”.(7) Aprendemos com os Espíritos que “há mundos cujas condições morais dos seus habitantes são inferiores às da Terra; em outros, são da mesma categoria; há mundos mais ou menos superiores e, finalmente, há aqueles nos quais a vida é, por assim dizer, toda espiritual.”(8)
Noutra linha de investigação cosmológica, visando descobrir o que sobreveio logo após do surgimento do Universo, o telescópio espacial Hubble detectou um grupo de galáxias primitivas, formadas há mais de 13 bilhões de anos, portanto logo em seguida da explosão do Big Bang - que conforme calculam os cientistas da Nasa (agência espacial americana) - ocorreu há 13,7 bilhões de anos.
Em suma, quem ansiar por abranger a vida cósmica, idealize uma excursão solitária por uma alameda erma, contemplando a grandeza do espaço infinito, certamente dirá arrebatado: Eis que observo milhões de astros que cintilam! Porém submergirá na primeira ilusão, porque só se avista a olho nu aproximadamente 5 mil estrelas. Para ser mais exato - 2.500, porquanto as demais 2.500 estrelas estarão do lado oposto da Terra, onde viceja o Sol e não são visualizadas. Todavia se empregar de um binóculo simples poderá notar 15 mil estrelas; se valer-se de um telescópio caseiro poderá observar 150 mil estrelas, e se for buscar os recursos do telescópio de Monte Palomar poderá ver 30 milhões de estrelas em nossa galáxia. Se for ao observatório de rádio-astronomia da Alemanha, saberá que a minúscula Via Láctea tem mais de 100 bilhões de estrelas. E saberá também que é uma galáxia subdesenvolvida, porque existem trilhões de galáxias maiores do que ela.
A luz do Sol, viajando a uma velocidade de cerca de 300.000 km/s, chega até nós aproximadamente 7 minutos e 8 segundos depois de ter partido de lá. Alpha de Hércules é uma estrela tão grande, que se fosse colocada no nosso sistema solar, em substituição ao astro-rei, ocuparia o espaço do Sol, e ainda dos planetas Mercúrio, Vênus, Terra, Marte e outros, porque ela é cerca de 80 mil vezes maior do que o Sol.
Foram detectados quasares, os corpos mais antigos e brilhantes do Universo, que somente podem ser observados em toda a sua plenitude através da associação de vários radiotelescópios postados em diferentes pontos do planeta. Um quasar chega a ter uma radiação 300 bilhões de vezes mais potente que a do sol, mas o seu sinal é muito débil, porque a sua luz vem varando os espaços há mais de 15 bilhões de anos-luz para chegar até nós!
E, ao nos determos em tal contemplação, “saberemos que o Sol está caminhando para a morte. É que o nosso astro-rei, para manter em órbita os planetas Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão, converte centenas de milhões de toneladas de matéria em energia por segundo, de forma que, quando o sol não puder mais se manter, virá o desequilíbrio gravitacional. Mas não há motivo para nenhum tipo de pânico, porque, de acordo com o cálculo dos astrônomos, isso somente acontecerá daqui a bilhões de anos!(9)

Referências bibliográficas:
(1) Simon "Pete" Worden, astrônomo, que lidera o Centro de Pesquisas Ames da NASA, afirma que nós [na Terra] não estamos sozinhos, pois que há muita vida [pelo Universo];
(2) Xavier, Francisco Cândido. Roteiro, ditado pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1994, Cap. 1;
(3) As últimas observações do telescópio Hubble (em órbita), mostram o número de galáxias conhecidas de 50 milhões;
(4) Em 1991, em Greenwich, na Inglaterra, o observatório localizou um quasar (possível ninho de galáxias) com a luminosidade correspondente a um quatrilhão de sóis;
(5) Xavier, Francisco Cândido. A Caminho da Luz, ditado pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1994;
(6) Disponível em , acessado em 13/01/2013;
(7) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1994, Questão 16;
(8) Kardec, Allan; O Evangelho Segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro, Ed FEB, 2001, 3º Cap. itens 3 e 4;
(9) Morrison, Cressy. Disponível em , acessado em 13/01/2013.

14 janeiro 2013

ANORMALIDADES DA MENTE E UMA REFLEXÃO ESPÍRITA

A mediunidade é um agente de moléstias mentais? Essa indagação foi dirigida ao psiquiatra espírita Alexander Moreira de Almeida (1),   que explicou o seguinte - “a prevalência de problemas psiquiátricos entre os médiuns é menor que o encontrado na população geral. Os medianeiros são mais saudáveis, apesar de terem muitas vivências alucinatórias e de influência que normalmente são consideradas como sintomas clássicos de esquizofrenia.” (2)
No ano de 1911, Eugen Bleuer criou o termo "esquizofrenia" para designar um desconcerto entre pensamento, emoção e comportamento (esquizo/cisão e frenia/mente). Em 2004, no Japão, o vocábulo foi alterado de Seishin-Bunretsu-Byo (doença da mente dividida) para Togo-shitcho-sho (desordem de integração).
É uma patologia encarada não como uma moléstia singular, mas como uma coligação de enfermidades muito abrangente, cujos mecanismos etiopatogênicos o arsenal não se esgotou. É uma doença com vários componentes fisiológicos (3) e espirituais, com a presença acentuada de alucinações e delírios.
É urgente todo o cuidado com posicionamentos extremados e fanatizados de psiquiatras e espiritualistas tendenciosos, a observarem os quadros psicopatológicos apenas sob um ponto de vista (médico ou religioso). Para a fileira ortodoxa e céptica da medicina psiquiátrica, as alucinações seriam fruto de lesões de áreas fisiológicas. O médico especialista espírita assegura, no entanto, que o pensamento “materializa” em torno da pessoa imagens ajustadas ao seu campo mental, que quando são repetitivas e de amplo vigor, aparecem sob formas-pensamentos (“pensamentos materializados”) que muitas vezes assemelham-se a entes ou existências reais que, por não ser um componente do palco analítico dos pesquisadores ortodoxos, é um fenômeno avaliado como ilusório.
Sabe-se que os pensamentos sobrevêm da região do córtex pré-frontal dorsolateral, onde são cometidos os planos e as opções das múltiplas ações imagináveis da criatura. Sob o ponto de vista espírita, “o pensamento é um atributo do espírito, sendo portanto uma ação da própria essência do ser.(4) Os Benfeitores esclarecem que “a partícula do pensamento, embora viva e poderosa na composição em que se derrama do espírito que a produz, é igualmente passiva perante o sentimento que lhe dá forma e natureza para o bem e o mal”.(5)
Em tese, entender o que realmente é a mente e, por decorrência, a consciência, faz-se presentemente o maior desafio científico. Para Emmanuel, “a mente é o campo da nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar”.(6) André Luiz profere que “a mente transmite ao carro físico, a que se ajusta durante a encarnação, todos os seus estados felizes ou infelizes.(7)  Perante a Lei de Causa e Efeito, qualquer doença da mente guarda a sua origem profunda no Espírito que delinquiu e que se torna subordinado a um corretivo. Padecem dessa forma no corpo físico disfunções de órgãos afetados que o impedem de se manifestar de modo pleno.
Meio século atrás, o diagnóstico de esquizofrenia era sinônimo de cerceamento social, internamento em hospitais psiquiátricos (manicômios) ou asilos, onde os pacientes permaneciam durante longos anos. No fastidioso período da Idade Média, a problemática mental era encarada como resultado da presença demoníaca. O desconhecimento quase que completo levou à busca de tratamentos dolorosos aos dementes.
Nas eras pós-medievais executava-se a trepanação (matriz das modernas lobotomias), que consistia em fazer nos pacientes perfurações cranianas de 2,5 a 5 cm de diâmetro, sem anestesia ou assepsia adequada. Os "doutores" buscavam, à época, remover a pierre de folie (pedra da loucura) que imaginavam existir nos cérebros dos insanos. Ainda hoje a diagnose da enfermidade tem sido apontada como excluída de legitimidade científica e ou credibilidade, e, em regra geral, a validade dos diagnósticos psiquiátricos tem sido objeto de críticas persistentes.
Em meados do século XX a intensa psiquiatrização dos tratamentos foi reforçada com o advento dos primeiros fármacos, caracterizando-se pelo uso abusivo e indiscriminado, tornando a doença mental crônica e incapacitante. Julgava-se que a moléstia era incurável e que se convertia, obrigatoriamente, em uma enfermidade recorrente e para toda a vida. Hoje, contudo, sabe-se que uma boa porcentagem de pessoas que sofrem desse transtorno pode recuperar-se por completo e levar uma vida social normal, como qualquer outra.
Em que pese os argumentos dos psiquiatras fiéis aos princípios mecanicistas, afirmando que no processo terapêutico o máximo que se consegue é obter controle dos sintomas com os antipsicóticos, é importante salientar o espectro abrangente e multifacetado do ser humano. Destarte, os recursos da terapêutica incorpórea podem e devem ser levados em consideração como todas as demais grandezas do experimento humano. A mediunidade, por exemplo, “é uma experiência que pode nos revelar muito sobre o funcionamento da mente e sua relação com o corpo.”(8)
Há desencarnados maléficos que “cercam suas vítimas [médiuns] encarnadas formando perturbações que se pode classificar como "infecções fluídicas" e que determinam o colapso cerebral com arrasadora psicose”.(9) É, sem dúvida, um processo composto de natureza espiritual, fisiológica e obsessiva,e com alcances psicossociais. Não há nenhuma razão para que se desaprovem os procedimentos espíritas na terapêutica dos casos evidentes de obsessão e auto-obsessão.
A despeito de persistirem conflitos entre a ala ortodoxa da Psiquiatria e o Espiritismo, os psiquiatras espíritas sustentam o diálogo entre corpo e espírito. Sabem eles que corpo físico é apenas o envoltório do Espírito. No mecanismo reencarnatório, “o Espírito conserva os atributos de natureza espiritual, e [naturalmente] o exercício das faculdades do Espírito depende dos órgãos que lhes servem de instrumento."(10) Indispensável portanto nesses casos, o habitual tratamento espírita com alicerce nos ensinamentos dos Espíritos Superiores, que, segundo acreditamos, em breve, fatalmente, constará nas recomendações médicas para a terapêutica de todas e quaisquer enfermidades.
A bem da verdade, “a ciência precisa distinguir as causas físicas das causas morais, a fim de poder aplicar às moléstias os meios correlativos.” (11)Observando que cada caso é um caso, Allan Kardec cita que “muitos epilépticos ou loucos, que mais necessitavam de médico que de exorcismos, têm sido tomados por possessos.”(12) Contudo, uma experiência reencarnatória, onde memórias de vidas passadas podem apresentar-se à criatura, facilita ou dificulta determinadas provas existenciais, percebidas como psicopatias. O Codificador instrui adiante que “Espíritos malignos enxameiam ao redor da Terra. Sua ação perversa faz parte dos flagelos aos quais a Humanidade está exposta. Há desordens psicopatológicas que são consequências de vidas pregressas e contra as quais pouco auxiliam exclusivamente os tratamentos médicos, enquanto subsiste a causa originária. A doença mental igualmente deve ser encarada como reflexo de erros assumidos no passado. Um histórico de disputas e relações não resolvidas envolvem vítima e algoz [obsessão], agora em papéis invertidos."(13)
Em boa lógica, a instituição espírita deve respeitar as orientações dos profissionais da área de saúde, evitando equívocos tais como fazer diagnósticos, trocar e/ou suspender medicamentos e, às vezes, tornar o quadro clínico dos enfermos mais grave do que se apresenta. A terapêutica espiritual oferecida pelo Centro Espírita não dispensa terapêutica médica. A Doutrina Espírita, coligada às ciências médicas (no caso a psiquiatria), poderão se entender não se desmentindo, porém de mãos dadas, marchando em parceria, procurando todos os expedientes disponíveis no sentido de exterminar a agonia do paciente.
Ressalte-se que nas obsessões pertinazes (subjugações) a influência das entidades espirituais sobre as pessoas tende a levá-las ao quadro psicopatológico de alucinação e demência. Registra a história que Nabucodonosor II, rei dos Caldeus, sofreu com a licantropia; Calígula e Gengis-Khan demonstraram aberrações obsessivas e psicóticas; Nietzsche, sob o guante dos obsessores, perambulou pelos asilos de alienados; Van Gogh, insano, cortou as orelhas e as enviou de presente para sua musa inspiradora; Schumann, notável compositor, foi internado num hospício; Edgar Allan Poe tinha visões aterradoras e sucumbiu arrasado pelo alcoolismo.
O Espírito Emmanuel narra em “Mecanismos da Mediunidade” que “em Roma, no templo de Minerva, Pausânias, ali condenado a morrer de fome, passou a viver, em Espírito, monoideizado na revolta em que se alucinava, aparecendo e desaparecendo aos olhos de circunstantes assombrados, durante largo tempo. Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e sua esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem a queda no abismo. Os Espíritos vingativos em torno de Calígula eram tantos que, depois de lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia, eram ali ‘vistos, frequentemente, até que se lhe exumaram os despojos para a incineração.”(14)
Apesar de poucos informes científicos, há sobejas evidências de que a ação obsessiva (caracterizada por projeções, canalizações e interferências de fluidos sinistros) exerce papel de relevo na fisiopatogenia das várias doenças, no corpo físico e espiritual e, às vezes, evoluindo com quadros gravíssimos. Assevera o Espírito Manoel Philomeno que “a obsessão, sob qualquer modalidade que se apresente, é enfermidade de longo curso, exigindo terapia especializada, de segura aplicação e de resultados que não se fazem sentir apressadamente.”(15) O médico Bezerra de Menezes certificou que “a ação fluídica do obsessor sobre o cérebro, se não for removida a tempo, dará, necessariamente, em resultado, o sofrimento orgânico daquela víscera, tanto mais profundo quanto mais tempo estiver sob a influência deletéria daqueles fluidos.” (16)
Longe de sugerir aos pacientes portadores de anomalias mentais a abdicação dos fármacos indicados pelos psiquiatras, recomendamos igualmente o passe magnético (polarização de fluidos magnéticos visando a dissipação das energias nocivas). Indicamos, além disso, a água magnetizada (fluidificada), que é de grande eficácia para o reequilíbrio das estruturas neurológicas, considerando que no líquido vital são introduzidos fluidos impregnados das emanações magnéticas derivadas das irradiações de minerais, vegetais, animais e humanas. Há ainda os recursos do atendimento fraterno, da desobsessão, da oração e, vale aqui lembrar, do receituário homeopático, como ajudantes do tratamento.
Há outro recurso medicamentoso extraordinário – a implantação do Culto do Evangelho no Lar dos pacientes – considerando a oportunidade de leitura do Evangelho e a reflexão sobre seu conteúdo. No diálogo do Evangelho no lar, estima-se o convite para abandono de viciações e paixões inferiores, valoriza-se a vigilância do desejo, das palavras e das atitudes e muitos outros recursos poderosos que aos poucos vão aperfeiçoando a saúde integral do homem moderno.

Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
Referências bibliográficas:

(1)           Alexander Moreira de Almeida é médico e doutor em psiquiatria pela USP – Universidade de São Paulo, coordenador do NEPER – Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e diretor técnico e clínico do HOJE – Hospital João Evangelista.
(2)             acesso em 06/01/2013
(3)           As atividades cerebrais são reguladas pelos neurotransmissores (substâncias químicas secretadas pelos neurônios) e já foram identificados aproximadamente cinquenta deles. Alguns neurotransmissores vêm sendo colocados na implicação da fisiopatologia da doença, tais como a serotonina , noradrenalina e a dopamina. Este último controla os graus de excitação de várias regiões cerebrais. Os níveis elevados deste dopamina parecem estar associados ao surgimento da esquizofrenia e dos processos alucinatórios e delirantes. 
(4)           Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB , 1999, perg. 89
(5)           Xavier, Francisco Cândido e Vieira Waldo. Evolução em Dois Mundos, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed. FEB 2003
(6)           Xavier, Francisco Cândido. Pensamento e Vida, ditado pelo espírito Emmanuel, RJ: Ed FEB, 4ª edição, 1975.
(7)           Xavier, Francisco Cândido e Vieira Waldo. Evolução em Dois Mundos, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed. FEB 2003
(8)           Alexander Moreira de Almeida é médico e doutor em psiquiatria pela USP – Universidade de São Paulo, coordenador do NEPER – Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e diretor técnico e clínico do HOJE – Hospital João Evangelista. acesso em 06/01/2013
(9)           Xavier, Francisco Cândido e Vieira Waldo. Evolução Em Dois Mundos, ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000
(10)         Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB , 1999, parte II, capítulo VII
(11)         Menezes Adolfo Bezerra de. A Loucura sob um Novo Prisma, RJ: Ed FEB, 2ª edição, 1987
(12)         Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB , 1999– parte 2ª, cap IX, pergunta 474
(13)         Allan. "Estudos sobre os possessos de Morzine", in Revista Espírita, São Paulo: Edicel, dezembro de 1862; Janeiro, Fevereiro, Abril., Maio. 1863
(14)         Xavier, Francisco Cândido. Mecanismos da Mediunidade, ditado pelo espírito André Luiz, apresentação de Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1996
(15)         Franco, Divaldo Pereira. Nos Bastidores da Obsessão, Ditado pelo Espirito Manuel Philomeno de Miranda, RJ: Ed. Feb , 1995, 7a edição.
(16)         Menezes, Adolfo Bezerra de Menezes – A Loucura sob um Novo Prisma, 2ª edição, 1987, FEB-RJ

04 janeiro 2013

DELINQUÊNCIA INFANTO-JUVENIL, UMA BREVE PONDERAÇÃO ESPÍRITA



É muito gratificante recebermos notícias sobre jovens infratores que aproveitam as oportunidades que as instituições de ressocialização lhes oferecem, ingressando, alguns poucos, na universidade, com direito inclusive a bolsas de estudos integrais. Nesse aspecto, sabemos que cada ser recebe da vida segundo seus esforços e méritos.
Inobstante as grandes diligências para a ressocialização dos jovens delinquentes, é de se lamentar que excepcionalmente os apreendidos (menores) no Brasil conseguem lograr êxitos na sociedade. O assunto é instigante e implica bastante sensibilidade, por tanger as questões que abrangem crianças e adolescentes incursos na prática criminosa, tão combatida, mas que ultimamente só avigora as trágicas estatísticas do crime.
Há teóricos que defendem não haver adolescentes infratores em decorrência da pobreza, do abandono ou da falta de oportunidade de estudo ou trabalho, mas como reflexos de exposições seguidas a circunstâncias de deficiência moral e que se confiam ao crime por vontade própria. Em sentido contrário a esse argumento, surgem as vozes dos que propagam o argumento de que o adolescente marginalizado é, em grande monta, vítima de desigualdade social, pois que não tem renda suficiente para usufruir de bens e serviços básicos, como saúde, educação, habitação e lazer. Isso é razão suficiente pelo que o jovem se torna revoltado ou ansioso por experimentar o que da vida lhe é suprimido. Para tal adolescente, o melhor recurso é o processo de ressocialização; não com vistas à repreensão judicial, mas à reinserção desse jovem infrator na sociedade que ele mesmo rejeitou.
Para os especialistas, não há um juízo pacífico no princípio sobre as admissíveis causas da delinquência infanto-juvenil. O que existe são conjecturas, sobretudo de caráter social, acerca desses desvios de comportamento que culminam com a condenação da sociedade. Não ignoramos que a família (com as devidas ressalvas) deve ser colocada como importante matriz da defecção moral dos filhos. André Luiz nos adverte que “os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da carne.”. (1) Há, sem sombra de dúvida, pais ou responsáveis que são avaliados como geradores da condição irregular de seus filhos ou tutelados, seja ela concebida como carência de meios indispensáveis à subsistência, abandono material ou até mesmo a prática de infração penal.
Compete observar que a violência entre os menores tem aumentado e nem sempre tem conotação econômica, arredando substancialmente a tese das condições subumanas a que são jugulados os jovens, principalmente nas grandes cidades, e que os desviariam para o crime. Ressalte-se que o número de adolescentes infratores egressos da classe A (alta) e B (média) tem aumentado, no mundo inteiro. As causas da marginalidade entre os adolescentes são, pois, muito extensas, não se reduzindo exclusivamente à ociosidade, pobreza, fome ou descaso social. Acerca-se também pela esguelha das malfazejas companhias, constituição de gangues, aglomerações de pessoas insensatas, etilismo, drogas, meretrício, insolência religiosa ou ética e anseio orientado para o crime, configurando-se como causas importantes.
André Luiz assevera que “a criança sofre de maneira profunda a influência do meio. Por isso é urgente passar-lhe a noção de responsabilidade nos deveres mínimos como o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações sociais. Não permitir que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os sentimentos e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar-lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.”. (2)
Concebemos que o sedutor universo fashion, a TV e a internet, ao colonizarem as residências (edificação material da casa) e lares (aspirações da família), exacerbaram nas crianças o despertar prematuro para uma realidade desnuda e inumana, o que equivale a afiançar que elas foram arrebatadas do seu mundo de alegoria e dirigidas para a inversão dos valores morais, espicaçadas também pela arrogância dos pais. Assim sendo, a estação de inocência e tranquilidade infantil foi diminuindo.

Cada vez mais cedo, e com maior magnitude, as excitações da adolescência germinam adicionadas pelos diversos e desencontrados apelos das revistas libertinas, da mídia eletrônica, das drogas, do consumismo impulsivo, do mau gosto comportamental, da banalidade exibida e outras tantas extravagâncias, como espelhos claros de pais que vivem alucinados, estancados e desatualizados, enjaulados em seus quefazeres diários e que jamais podem demorar-se à frente da educação dos próprios filhos.
Sejamos atentos à verdade de que educar não se abrevia apenas a fornecimentos de abrigo e alimento do corpo extinguível. A educação, por significado, funda-se na base da constituição de uma sociedade profícua. A tarefa que nos cumpre alcançar é a da educação das crianças e jovens pelo padrão de total dignificação moral sob as bênçãos de Deus. Nesse sentido, os postulados Espíritas são antídotos contra todas as deletérias armadilhas humanas, posto que aqueles que os distinguem têm consciência de que não poderão se eximir dos seus encargos sociais, sabendo que o amanhã é uma implicação do presente. Assim, é imperativo identificarmos no coração infanto-juvenil o arcabouço da futura geração saudável.
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net

Referências:

(1) Vieira, Waldo. Conduta Espírita, ditado pelo espírito André Luiz, cap 21, RJ: Ed FEB, 1978
(2) idem

28 dezembro 2012

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL "O CAMINHO DA LUZ"



O ESPIRITISMO É UMA RELIGIÃO E NÓS NOS UFANAMOS DISSO

Esta frase foi dita em novembro de 1868, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, por Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo

Circula pela internet, e também em alguns periódicos espíritas, absurdas críticas à literatura de Emmanuel. Trata-se, sem dúvida, de improfícua tentativa de desmerecer a extraordinária obra do excelso médium Chico Xavier e de entronizar-se a hegemonia ideológica desses agentes da perturbação.
Não é preciso fazer um grande esforço para identificar nesses irmãos a carência de sensatez, pelo fato de se encontrarem inteiramente distanciados da Doutrina dos Espíritos, engolfados nas malhas do fascínio obsessivo.
Melancólicos críticos de Chico Xavier, Emmanuel e André Luiz, tais confrades permanecem no torpor hipnótico, delirando no interior de uma composição descarrilada que culminou na tolice apontada como "emmanuelismo", patrocinada por “espíritas” que não têm mais o que fazer de útil.
Essa ojeriza a Emmanuel há muito existe no movimento Espírita, da mesma forma a aversão a André Luiz, desde a publicação do livro Nosso Lar. Recentemente, deliberamos assistir a uma apresentação em vídeo sobre o que apelidam de “Emmanuelismo”. Vimos; contudo, não suportamos a mutilada pseudopesquisa e paramos de assistir para não obliterar nosso mundo cerebral.
Entre as “preciosidades” do conteúdo, afirma-se que até para os próprios “espíritas” Emmanuel é um “pseudossábio”. Não sabemos em qual fonte bebericaram para afirmação tão incoerente.

Emmanuel: um pseudossábio?

A fundamental descrição de Emmanuel que fazemos é: ele nem enaltece, nem recrimina. Demonstra, conscientiza. É veemente, faz notar que os que se recuperam são incólumes aos horrores do amanhã. Por isso exorta-nos à reforma íntima. Nós que o interpretamos, e consentimos em admirá-lo, deixamos escapar um grito de conforto: "Sim, nós somos capazes!” Isso é meio poético, mas é assim que sentimos o benfeitor Emmanuel.
É evidente que para um espírita consciente o assunto cheira a discussão estéril, sem lógica. Retrucá-lo pode ser perda de tempo, mas, mesmo assim, vamos utilizar um tempinho para escrever sobre essa doideira, lembrando que teremos o cuidado para não esbarrarmos na mesma faixa de sintonia.
É risível o esforço dos confrades (reencarnações tupiniquins dos ex-científicos do século XIX) que consideram Emmanuel um pseudossábio. Quem consideram sábio? Afonso Angeli Torteroli? Ou eles mesmos? irrisão!! Escrevemos com o propósito de alertar os leitores, pois “conforme as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever, pois é melhor que um homem caia do que muitos sejam enganados e se tornem suas vítimas". (1)
Esses irmãos, sob o guante de fértil imaginação e desnorteados no raciocínio, reverberam que o jovem “católico” Chico Xavier, quando teve a visão mediúnica daquele que teria sido o padre Manoel da Nóbrega em pretérita encarnação, e que passou a ser identificado como Emmanuel, certificou-se de que este seria o seu mentor espiritual. Com isso, todo o processo mediúnico do extraordinário médium mineiro teria sido plasmado por um “misticismo católico”. (!?...)

Espiritismo: uma academia de expoentes do “saber”?

Destarte, os atuais idólatras de Torteroli (aquele “científico” que abusava da resignação do “místico” Bezerra de Menezes, no século XIX) andam dizendo que, por ter sido jesuíta, Emmanuel impôs um viés catoliquizante ao Movimento Espírita. Ora, se esses companheiros estudassem com inteligência os princípios espíritas, identificariam que o Espiritismo não precisou se catoliquizar com as sublimes mensagens do grande arquiteto do catolicismo, o Doctor Gratia, Aurélio Agostinho, ex-bispo de Hipona, que ditou dezenas mensagens insertas no Pentateuco Kardeciano. O importante é a essência de suas orientações, que em nada ferem a Terceira Revelação; ao contrário, contribuem para clareá-la ao fulgor do Evangelho. "O Espiritismo é uma doutrina moral que fortalece os sentimentos religiosos em geral, e se aplica a todas as religiões; é de todas, e não pertence a nenhuma em particular. Por isso não aconselha ninguém que mude de religião.” (2)
A rigor, o que está escamoteada na retórica desses aventureiros da ilusão, sob o tema “Emmanuelismo”, é, nada mais nada menos, uma restrição velada ao aspecto religioso da Doutrina Espírita sustentado dignamente no Brasil pela FEB e abrilhantado por Chico Xavier na prática mediúnica.
Esses kardequeólogos “PhD’s de coisa nenhuma”, longe do uso do bom senso, insistem em divulgar a “progressista” tese de que se é preciso fugir do “Cristo Católico”, do religiosismo, do igrejismo no Espiritismo e transformá-lo numa academia de expoentes do “saber”, sob a batuta deles, obviamente! Isso só pode ser chacota!

Jesus: o tipo mais perfeito, nosso guia e modelo

Sob o império dessa compulsiva tendência filosófica, vão para a internet, redigem livros, artigos, promovem palestras inócuas, aguilhoados às diretivas telepáticas das “inteligências” sombrias do Umbral. Mas, gostem ou não, queiram ou não, o Cristo é o modelo de virtudes para todos os homens, e não foi Emmanuel que o disse, mas os imortais que participaram da codificação do Espiritismo e o próprio Kardec. Não nos custa lembrar aqui o que lemos na questão 625 d´O Livro dos Espíritos: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?” Resposta: “Jesus”.
Comentando a resposta, Kardec anotou, em seguida: “Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava”. (L.E., item 625.)
Tais confrades têm-se colocado como vítimas da pecha de afugentadores do Mestre Jesus das hostes doutrinárias. Trôpegos, cavalgam sem norte, suspirando a falácia de que peregrinam o calvário do xenofobismo contra eles. Talvez porque, numa entrevista cedida a confrades de Uberaba, Chico advertiu: "Se tirarem Jesus do Espiritismo, vira comédia. Se tirarem Religião do Espiritismo, vira um negócio. A Doutrina Espírita é ciência, filosofia e religião. Se tirarem a religião, o que é que fica? Jesus está na nossa vivência diária, porquanto em nossas dificuldades e provações, o primeiro nome de que nos lembramos, capaz de nos proporcionar alívio e reconforto, é Jesus". (3)

Jesus: Messias divino, o enviado de Deus

Atacam, com o mesmo propósito, até a figura do pioneiríssimo Olympio Teles de Menezes, alcunhando-o de espiritólico. As hordas das regiões densas são poderosas e se "organizam", uma vez que têm, como meta, a proscrição de Jesus dos estudos espíritas. Confrades esses, aprisionados por astutos cavaleiros das brumas umbralinas, atestam que Kardec escreveu o Evangelho para apaziguar os teólogos, tentando uma aproximação com a Igreja (pasme, leitor, e acredite se quiser!).
Ficam rubros de fúria quando leem Kardec, que afirmou: "O Espiritismo é uma religião e nós nos ufanamos disso". (4) Além disso, o Espírito São Luís adverte que "os Espíritos não vêm subverter a religião, como alguns o pretendem. Vêm, ao contrário, confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis. Daqui a algum tempo, muito maior será do que é hoje o número de pessoas sinceramente religiosas e crentes".(5) O mestre lionês assevera com todas as letras que o "Espiritismo repousa sobre as bases fundamentais da religião e respeita todas as crenças; um de seus efeitos é incutir sentimentos religiosos nos que os não possuem, fortalecê-los nos que os tenham vacilantes". (6)
Para os arautos da antirreligião que afirmam ser "Jesus somente o emergir de um arquétipo plasmado no inconsciente coletivo", lembramos que o Mestre da Galileia foi a manifestação do amor de Deus, a personificação de sua bondade. E para Kardec, o célebre pedagogo e gênio de Lyon, o Cristo foi um Espírito superior, dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre: “Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. Mesmo sem supor que ele fosse o próprio Deus, mas unicamente um enviado de Deus para transmitir sua palavra aos homens, seria mais do que um profeta, porquanto seria um Messias divino”. (7)
Referências bibliográficas:

(1) Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 2000, cap. X, 20:21
(2) Kardec, Allan. Revista Espírita, fevereiro de 1862 - Resposta dirigida aos Espíritas Lionenses por ocasião do Ano-Novo, Brasília: Edicel, 2001
(3) Entrevistas com Chico Xavier disponíveis em http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/religiao/espiritismo-sem-jesus.html e http://www.meumundo.americaonline.com.br/eespirita/espiritismo_sem_jesus.htm
(4)  Kardec, Allan. Revista Espírita, dezembro de 1868, discurso de Kardec em reunião pública realizada na noite de 01/11/1868, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Brasília: Edicel, 2001
(5)  Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 2002, perg. 1.010 (a)
(6)  Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns RJ: Ed. FEB, 2000, Capítulo III, Do Método, Item 24,
(7)  Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 1998, XV, item 2.