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  • segunda-feira, 26 de julho de 2010

    JORGE HESSEN PARTICIPA DA SEMANA ESPÍRITA DE LONDRINA

    O Consolador
    Revista Semanal de Divulgação Espírita
    Ano 4 - N° 168 - 25 de Julho de 2010
    FERNANDA BORGES
    fsilva81@gmail.com
    Londrina, Paraná (Brasil)


    19ª Semana Espírita de Londrina reúne quase 3 mil

    Evento que já é tradicional na região contou com a presença de palestrantes renomados no movimento nacional; cerca de 15 grupos artísticos passaram pelo Centro Espírita Nosso Lar
    Com um tema que chama a atenção nos tempos atuais, em que os principais aspectos abordados estiveram ligados a questões como doenças adquiridas pela ausência de uma vida equilibrada, a 19ª Semana Espírita de Londrina lotou o auditório do Centro Espírita Nosso Lar praticamente em todos os dias de evento. A semana foi realizada nos dias 10 a 17 de julho e reuniu cerca de 2,8 mil pessoas. Além dos palestrantes, o evento concentrou uma gama de grupos artísticos que levou a mensagem da Doutrina Espírita por meio de belíssimas canções e interpretações teatrais não só para o público adulto, mas também para as 223 crianças que participaram da 10ª Semaninha Espírita e também da 6ª Noite Cultural (fotos).
    Promovida pela União das Sociedades Espíritas de Londrina - USEL, a Semana Espírita trouxe para Londrina figuras importantes e nacionalmente conhecidas no meio espírita, como os conferencistas e escritores Richard Simonetti, Orson Peter Carrara e Emanuel Cristiano. Também participaram do evento outros renomados palestrantes como o médico José Antônio Vieira de Paula, Jorge Hessen, Irvênia Prada; Dilermando Massei, Célia Xavier de Camargo e Osny Galvão, de Londrina.
    Com o tema “Qualidade de Vida e Imortalidade”, o evento deste ano concentrou palestras com diretrizes importantes não só para espíritas mas principalmente para aqueles que buscam informações que possam contribuir para a sua reforma íntima. Perdão, perispírito, consciência plena, trabalho, solidariedade foram apenas alguns dos assuntos apresentados em algumas das palestras que atraíram pessoas de diversas religiões.
    Os temas apresentados – Eis os temas e os palestrantes que os expuseram durante os oito dias da Semana Espírita:

    Dia 10 - Emanuel Cristiano. Tema: "Trabalhadores da Casa Espírita".

    Dia 11 - José Antonio Vieira de Paula. Tema: “Reencarnação baseada em evidências”.

    Dia 12 - Jorge Hessen. Temas: "Cânceres e Comportamento Moral: Toda Doença será Reflexo do Estado Mental do Doente" e "Palavra de Ordem: Perdoar".

    Dia 13 - Osny Galvão. Tema: “Perispírito”.

    Dia 13 - Orson Peter Carrara. Tema: “Por que adoecemos?”.

    Dia 14 - Orson Peter Carrara. Tema: “Fim do Mundo em 2012? Mortes coletivas, flagelos destruidores e transformação do planeta”.

    Dia 14 - Dilermando Massei. Tema: “A Doutrina e o Evangelho”.

    Dia 15 - Irvênia Prada. Temas: “Ciência e espiritualidade” e “A Doutrina Espírita como base para a trajetória de nossa transcendência”.

    Dia 16 - Célia Xavier de Camargo. Tema: "Vivendo com a consciência espírita".

    Dia 16 - Richard Simonetti. Tema: “Uma Receita de Vida”.

    Dia 17 - Richard Simonetti. Tema: “Trabalho, Solidariedade e Tolerância: máxima de Kardec”.

    Jorge Hessen
    A importância do perdão – Com o tema “Palavra de ordem: Perdoar”, o carioca Jorge Hessen, articulista conhecido por sua atuação em inúmeros periódicos espíritas, radicado em Brasília (DF), proferiu uma palestra grandiosa e importante para uma reflexão acerca do tema. Segundo ele, o ser humano tem uma tendência natural de se sentir vítima, aborrecido com as coisas da vida e isso, de acordo com Hessen, ocasiona uma ligação imediata com Espíritos que potencializam em nós o sentimento de vingança. “Temos que nos conhecer mais para não nos sentirmos bem com as desgraças alheias. A indignação, quando constante na nossa vida, é obsessão, mas quando ocorre algumas vezes é como um estado de ânimo que precisa ser manifestado. Quem se cala diante de tudo comete um crime, é como se estivéssemos permitindo o mal tomar conta do planeta”, destacou.

    O palestrante fez questão de salientar que não há santos em nosso planeta, mas que o momento presente em que todos vivemos é de mudança e transformação; portanto, segundo ele, devemos seguir numa constante melhora, educando-nos e ajudando os que convivem conosco a se educar também. “A moral se conquista com o tempo. Por isso precisamos entender que o processo de amor em nossas vidas deve começar com o nossos mais próximos”, apontou.


    Jorge Hessen e M. Eleusa (Esposa)
    Ainda segundo Hessen, muito acima das leis humanas, existem as leis divinas, que, segundo ele, abrangem a todos nós de maneira plena e verdadeira. Para ele, o verdadeiro perdão é quando jogamos um véu no passado. “O magoado é aquele que de alguma forma não consegue esquecer o que lhe incomodou. Precisamos exercitar o perdão e, mais que isso, o autoperdão. Quem não consegue se autoperdoar não está preparado para perdoar os que estão ao seu redor”, disse.

    Por que adoecemos? – Foi com esse tema que o escritor e jornalista Orson Peter Carrara, paulista radicado em Matão (SP), falou sobre as consequências que todos enfrentam, de acordo com os ensinamentos da Doutrina de Kardec, em relação às enfermidades que vão se manifestando ao longo da vida.

    Segundo o orador, todas as doenças têm origem na alma, ou Espírito. “Cada um de nós reage de uma forma diante das adversidades da vida. Há aqueles que sofrem tensões musculares, há outros que desencadeiam aftas na boca e assim por diante. Quando nos permitimos ficar tristes, nossa alma é quem fica triste. Joanna de Ângelis noslembra que devemos travar uma luta sem tréguas contra nós mesmos. Isso, segundo a mentora espiritual, deve ser feito para que possamos conquistar virtudes que nos ajudarão em nossas vidas”, disse.

    Orson e Marinei

    Orson Carrara

    Segundo Orson, Deus estabeleceu leis sábias que nos possibilitam o retorno em benefício de nós mesmos de acordo com o que fizermos. Ele explicou que a saúde é uma condição de harmonia entre as funções da alma, do perispírito e do corpo. A doença, de acordo com o palestrante, ocorre quando há a perda dessa harmonia. “Excessos como o álcool, drogas, o comer exagerado, o sexo desenfreado, atos infelizes praticados deliberadamente ferem os tecidos sutis do perispírito alterando a forma física dele, no qual se manifestarão deficiências, que são purificadoras”, reforçou.

    Para ele, a finalidade das doenças está no ato de nos reeducarmos. “A mágoa é um sentimento inútil e que só serve para tirar a nossa felicidade. Ela é uma das causas de tumores cancerígenos, além dos acionadores do processo de AVC (acidente vascular cerebral), infarto etc. A mágoa atinge diretamente nosso coração e é a causa de muitas enfermidades”, disse.

    O palestrante acredita que a medida que deve ser tomada para o processo de transformação íntima está na emergência de nos tornarmos pessoas facilitadoras diante da vida. “Precisamos usar mais a gentileza, alimentar a alma com coisas que nos fazem bem. Ouvir uma música ou ver um filme que comove, ler livros que nos enobrecem a alma, voltarmos nossas atenções para as belezas da natureza, enfim, nos envolvermos em atividades que tenham como foco os ensinamentos de Jesus.” No final de sua palestra, o orador fez o sorteio de inúmeras obras espíritas para o público presente com o objetivo não só de divulgar a Doutrina, mas principalmente o de estimular o hábito da leitura naqueles que ouviram suas abordagens.

    Richard Simonetti

    A máxima de Kardec – Além da palestra sobre o tema “Uma Receita de Vida”, o conhecido escritor Richard Simonetti, de Bauru (SP), ministrou um seminário em que examinou uma das máximas do Codificador do Espiritismo: “Trabalho, Solidariedade e Tolerância”. Para o orador, que é colaborador assíduo de jornais e revistas espíritas, o ser humano confunde felicidade com “não fazer nada”. “Essa tendência está tão arraigada no ser humano que algumas religiões ortodoxas chegam a pregar um céu para onde as pessoas iriam após a morte e ali viveriam em eterna contemplação sem fazer nada”, observou o palestrante.

    Lembrou em seguida que a maioria das pessoas, nos tempos atuais, acreditam que paz de espírito significa ausência de responsabilidades. Segundo ele, o homem está fora do ritmo da harmonia universal. “Quem é que promoveu a evolução? Se Deus parasse de pensar um só minuto seríamos um desastre. Desde os primórdios da Terra, Jesus trabalha, então quem somos nós para ficarmos parados?”, destacou ele.

    Simonetti lembrou ainda a questão número 674 de O Livro dos Espíritos que nos ensina que o trabalho é uma lei da natureza e por isso mesmo é uma necessidade. Segundo ele, quanto mais o homem vai se civilizando, mais ele precisa de trabalho. “Vestimentas, alimentação, moradia, tudo está inserido no trabalho. A imposição do trabalho é uma bênção porque é por meio dele que desenvolvemos nossas habilidades”, explicou o palestrante.

    Num quadro, o expositor fez questão de ilustrar a problemática do tempo na vida de uma pessoa comum. Segundo ele, em 168 horas de uma semana, distribuindo todas as atividades realizadas ao longo desse período, aí incluídos os compromissos profissionais, os serviços domésticos, a atenção aos familiares, o repouso noturno, o tempo gasto com alimentação e higiene, há ainda uma sobra de 40 horas, um tempo que não é geralmente bem utilizado pelas pessoas. “O que é que vamos fazer com essas horas que nos sobram? Devemos nos ocupar com atividades ligadas diretamente à universalidade e à eternidade. Trabalhos que mostrem que não estamos sozinhos neste mundo e que podem ajudar nossos irmãos que necessitam de algum tipo de ajuda.”

    Para Simonetti, a máxima de Kardec ainda está longe da realidade de muitas pessoas. “Tem gente que aproveita o tempo de folga e vai pra praia, outros vão pra favela. Não estamos aqui criticando aqueles que vão para a praia”, observou o palestrante. O que é lamentável é ver pessoas usarem tão mal o seu tempo, destinando-o tão-somente ao lazer. “Lazer que não se aproveita com a nossa evolução é perda de tempo. Trabalhar no campo do bem é servir, assim já diziam figuras importantes como Gandhi”, lembrou.

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