SITES E BLOGS

  • LEITORES
  • 23.12.25

    A física quântica não contradiz a fé, mas sim revela aspectos da realidade

     


     

    Jorge Hessen

    Brasília-DF

     

    A Teoria da Dupla Fenda (ou Experimento da Dupla Fenda) é um experimento fundamental na física quântica que demonstra a dualidade onda-partícula, mostrando que partículas como elétrons e fótons (partículas de luz) podem se comportar tanto como ondas quanto como partículas, dependendo da observação, criando padrões de interferência de ondas mesmo quando enviadas uma por vez, e que a simples tentativa de "observar" por qual fenda passam faz com que eles se comportem como partículas.

    O pesquisador Eugene Wigner certa vez sugeriu que a consciência do observador era necessária para o “colapso”, porém ele mesmo abdicou dessa ideia posteriormente. Mas movimentos da Nova Era e cientificamente mais heterodoxa popularizaram a ideia de que a intenção e a consciência podem "colapsar" a função de onda para cocriar a realidade, algo que não é aturado pela tacanha mecânica quântica materialista-ortodoxa-dogmática.

    Para os materialistas (ANTOLHADOS NA DEUSA “MATÉRIA”), a ciência mecanicista “explica” o “colapso” como uma interação física (decoerência) entre o sistema quântico e seu ambiente macroscópico (aparelho físico de medida), sem necessitar de uma mente consciente.

    Enquanto a física quântica materialista-ortodoxa-dogmática vê o “colapso” como uma consequência inevitável da “interação física” (afastada da consciência), a ligação com a consciência permanece sendo um assunto atraente que reside no campo da filosofia, do espiritualismo e do relativismo quântico, entronizado por ideias transcendentes sobre a capacidade de moldar a realidade através da energia consciencial.

    Na física quântica materialista-ortodoxa-dogmática, a função de onda descreve matematicamente todas as possibilidades de um sistema (como a localização de uma partícula) antes da medição, num estado de superposição.

    O "colapso" ocorre quando uma medição faz com que o sistema se fixe em um único estado definido. Porém, Amit Goswami , PhD em física nuclear interpreta diversamente da visão materialista tradicional:

    Portanto, ao contrário da física quântica materialista-ortodoxa-dogmática, que vê a mente como um subproduto do cérebro material, Goswami argumenta que a consciência é a base de toda a existência. É a consciência, e não um instrumento de medição físico e inanimado, que "colapsa" as ondas de possibilidade em realidade manifesta.

    Sua teoria busca preencher a lacuna entre a materialidade e a espiritualidade, sugerindo que a física quântica heterodoxa, quando entendida através do prisma da primazia da consciência, oferece uma estrutura para a integração de ambas as áreas.

    Goswami introduz o conceito de "causação descendente", onde a Consciência Total determina o colapso, em oposição à "causação ascendente" materialista, na qual a matéria criaria a consciência.

    Em essência, para Goswami, os objetos existem em um domínio de potencialidade até que a nossa interação consciente, através do "colapso", os traga para a nossa experiência sensorial do mundo físico.

    A visão de Emmanuel sobre a física quântica, é que ela reforça conceitos espirituais: Espírito e matéria são manifestações da mesma essência, a consciência tem um papel central (como no papel do observador na quântica), e o universo é interligado por energia, abrindo caminho para a compreensão da unidade substancial e da evolução do Espírito através de diferentes estados, desde o mineral até o hominal, culminando na perfeição.

    Emmanuel vê a ciência quântica não como ameaça, mas como um suporte para a visão cristã e espírita da realidade, que vai além do materialismo tradicional. 

    Espírito e matéria são vistos como diferentes estados de uma mesma "essência imutável", o que unifica o universo e demonstra que não há divisão. Assim como a física quântica aponta para a importância do observador no colapso da função de onda, o Espiritismo enfatiza a consciência como um fator fundamental na realidade, permitindo que o Espírito evolua e se torne mais consciente de si.

    Nosso corpo físico é como um "turbilhão eletrônico", e o universo como um campo de energia (Fluido Cósmico Universal), conceitos que também ressoam com as noções de energia e vibração da física moderna.

    A física quântica, ao revelar o caráter não-determinístico e probabilístico da realidade em pequena escala, abre espaço para a compreensão de fenômenos que a ciência materialista não consegue explicar, validando a necessidade de uma dimensão espiritual.

    A jornada do Espírito, desde o mineral (inteligência adormecida) até a angelitude, é vista como um processo evolutivo que a ciência quântica pode ajudar a iluminar, mostrando que somos expressões do amor divino. 

    Em síntese, para Emmanuel, a física quântica não contradiz a fé, mas sim revela aspectos da realidade que o Espiritismo já ensinava, mostrando que o universo é mais complexo, interconectado e governado por princípios (como a consciência e a energia) que fundamentam a existência do Espírito e sua jornada evolutiva.