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  • quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

    O DNA numa breve reflexão espírita

     




     Jorge Hessen

    Brasília-DF

     

    De acordo com a tradição, o DNA (Ácido desoxirribonucleico) é a molécula que contém as instruções genéticas para o desenvolvimento, funcionamento e reprodução de todos os seres vivos, com uma estrutura de dupla hélice composta por quatro bases nitrogenadas (Adenina, timina, citosina, guanina) que formam genes, responsáveis pelas características hereditárias e pela codificação de proteínas.

     Essa molécula está presente no núcleo das células, é responsável por armazenar e transmitir informações genéticas aos descendentes e tem a capacidade de se autoduplicar. Mas, o DNA não é apenas um mecanismo biológico herdado dos pais terrenos; é um instrumento da Lei Divina, ajustado às necessidades evolutivas do Espírito, que o utiliza como vestimenta temporária para sua experiência na Terra.

    Allan Kardec ensina que o Espírito precede e governa a organização corporal, jamais sendo produto da matéria: “O Espírito modela o seu envoltório de acordo com o meio em que deve viver.”(¹)

    À luz desse princípio, o DNA pode ser compreendido como parte do ajuste orgânico do corpo físico, subordinado às leis naturais, mas direcionado pelas necessidades do Espírito reencarnante, sem que isso implique qualquer misticismo biológico.

    Léon Denis reforça essa hierarquia entre Espírito e corpo ao afirmar: “O corpo é apenas o instrumento da alma, que o dirige e dele se serve para manifestar-se.”(²)

    Assim, o DNA não define a essência do ser, mas expressa no plano material as condições educativas, provas e limitações necessárias ao progresso espiritual.

    Emmanuel, ampliando essa visão, esclarece que o corpo é uma concessão divina vinculada à Lei de Causa e Efeito: “O corpo físico é uma dádiva de Deus, atendendo às necessidades do Espírito na experiência reencarnatória.”(³)

    Desse modo, o DNA pode ser entendido como parte do planejamento reencarnatório, refletindo heranças físicas compatíveis com o passado espiritual do indivíduo, sem jamais substituir a responsabilidade moral e o livre-arbítrio.

    Desta forma, o DNA é biologia em sua estrutura, mas instrumento da Lei Divina em sua finalidade, servindo ao Espírito como meio de aprendizado, reparação e progresso.

     

    Notas Bibliográficas:

    KARDEC, Allan. A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, edição definitiva, 2013, cap. XI, item 18, p. 294.

    DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Tradução de Homero Dias de Carvalho. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2012, Parte I, cap. II, p. 63.

    XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). O Consolador. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2019, questão 95, p. 87.