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  • 31.12.25

    Mente, Corpo e Responsabilidade Espiritual



    Jorge Hessen

    Brasília-DF

    A interação entre mente e corpo constitui uma realidade amplamente reconhecida pela ciência e profundamente esclarecida pela Doutrina Espírita. Pensamentos, emoções e sentimentos não se restringem ao campo subjetivo: transformam-se em forças vivas que atuam diretamente sobre o organismo, influenciando a saúde, o equilíbrio emocional e a qualidade da vida física.

    Quando nos entregamos ao pessimismo, ao ressentimento e ao desamor, acionamos energias mentais tóxicas que interferem no metabolismo e favorecem o surgimento de enfermidades, ainda que nosso corpo disponha de mecanismos naturais de defesa. Inversamente, disposições otimistas e afetuosas geram energias revigorantes, capazes de auxiliar-nos na recuperação de desajustes orgânicos momentâneos.

    Nosso corpo físico é um verdadeiro laboratório de experiências, constantemente suscetível à desorganização ou à recomposição, conforme as vibrações emitidas pelo nosso estado mental.

    Nossa mente funciona como centro de comando da estrutura fisiológica, transmitindo ordens contínuas a todos os sistemas. Nossas emoções desencadeiam descargas hormonais — como a adrenalina — enquanto substâncias como endorfinas e encefalinas, liberadas sob estímulos positivos, promovem bem-estar e alívio da dor. Assim, as reações químicas do organismo obedecem, em grande parte, às diretrizes do nosso pensamento.

    Allan Kardec já advertia para essa profunda interdependência ao afirmar que a alma exerce ação constante sobre o corpo, reagindo este aos estados íntimos do Espírito[¹]. Tal princípio explica por que a saúde não depende apenas de fatores genéticos ou ambientais, mas também da qualidade dos pensamentos e dos hábitos mentais cultivados ao longo da existência.

    Observações médicas contemporâneas corroboram essa realidade. Em entrevista concedida à revista IstoÉ, em maio de 2009, a médica legista Jan Garavaglia, então chefe do Departamento de Medicina Legal da Flórida (EUA), afirmou que grande parte das mortes poderia ser evitada, pois decorre de causas simples e preveníveis[²]. Segundo a especialista, o corpo humano revela, após a morte, a história do modo como a pessoa viveu — e, muitas vezes, como poderia ter evitado a própria desencarnação prematura.

    Casos por ela relatados ilustram essa constatação: indivíduos vitimados por hipertensão arterial não tratada ou por inflamações graves decorrentes de hábitos alimentares inadequados. Tais episódios demonstram que a negligência com a saúde e o descuido contínuo com o corpo físico expõem o organismo a riscos evitáveis.

    Embora seja impossível escapar da morte, é perfeitamente possível evitarmos que ela chegue antes do tempo previsto. A vida resulta de escolhas cotidianas: alimentação equilibrada, atividade física regular, moderação nos excessos, prudência no trânsito e atenção aos sinais do próprio corpo. Essas decisões, somadas à herança genética e às circunstâncias existenciais, influenciam diretamente a duração e a qualidade da experiência reencarnatória.

    À luz da Doutrina Espírita, a negligência deliberada com a saúde configura uma forma de suicídio indireto ou inconsciente. Emmanuel esclarece esse ponto ao afirmar que o ser humano é responsável pelo desgaste prematuro das forças físicas quando se entrega aos excessos, respondendo espiritualmente pela inutilização voluntária do corpo que lhe foi confiado[³].

    Esse processo de autodestruição lenta não afeta apenas o corpo físico, mas repercute nos centros vitais do perispírito, produzindo desequilíbrios que acompanham o Espírito após a desencarnação. O tempo médio de vida corporal é estabelecido antes da reencarnação, mas não constitui um determinismo absoluto. O livre-arbítrio permite ajustes dentro dos limites do planejamento espiritual.

     Allan Kardec esclarece essa questão com notável precisão ao ensinar que o instante da morte é fatal apenas quando chega, mas que o homem pode apressá-lo ou adiá-lo pelo seu modo de viver[⁴].

    Emmanuel complementa esse entendimento ao destacar que, com exceção do suicídio, ninguém desencarna fora do tempo previsto pelas leis divinas, embora cada criatura permaneça responsável pelo uso que faz da vida física[⁵].

    Importa lembrar que nem toda desencarnação precoce está vinculada a processos expiatórios. Há Espíritos elevados que retornam à matéria por breves períodos, cumprindo missões específicas de esclarecimento, exemplificação e semeadura de valores morais, antes de regressarem ao plano espiritual.

    Diante dessas reflexões, a Doutrina Espírita convida à disciplina mental como fundamento da saúde integral.

    Educar pensamentos, orientar impulsos, conter abusos e desenvolver valores morais não são apenas deveres espirituais, mas atitudes concretas de preservação da vida. Quando essa arte de viver é compreendida e praticada, o ser humano constrói hábitos de equilíbrio, previdência e responsabilidade, garantindo não apenas o próprio bem-estar, mas também a harmonia e a segurança da coletividade.


    Notas bibliográficas:

    1.   KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, questão 146.

    2.   GARAVAGLIA, Jan. Entrevista à revista IstoÉ, maio de 2009. Tema: causas evitáveis de morte e análise médico-legal.

    3.   EMMANUEL. O Consolador. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro: FEB, questão 94.

    4.   KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, 1ª parte, cap. V.

    5.   EMMANUEL. Pensamento e Vida. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro: FEB, cap. 3.

     

    30.12.25

    Brasil – liberdade e cristianismo – para onde ir? Com a palavra “povo” cristão!



    Jorge Hessen

    Brasília-DF

     

    Septuagenário que sou, sempre me mantive ideologicamente apartidário por convicção. Não obstante, ao acompanhar os acontecimentos nacionais e internacionais, percebo que o medo de expressar opiniões cristãs — especialmente políticas e ideológicas —é uma realidade em muitas partes do mundo, especialmente em países de regime totalitário ou unipartidário, onde a liberdade individual é um conto de fadas.

    A história recente demonstra que, quando grupos políticos se perpetuam no poder, frequentemente recorrem à violência, à censura e à desordem institucional, corroendo o Estado Democrático de Direito.

    Recordo que no Brasil, mesmo em um período de fortes tensões políticas, destaca-se o episódio histórico de 1971, quando Chico Xavier participou com absoluta liberdade do programa Pinga-Fogo, manifestando-se com equilíbrio, patriotismo e respeito à ordem social.

    Na ocasião, Chico ressaltou a importância da oração como expressão legítima da liberdade espiritual e do espírito democrático do Cristianismo, enfatizando que a ordem social é um bem precioso, muitas vezes apenas valorizado quando perdido. Alertou também para os riscos das ideologias totalitárias que promovem a desagregação moral e social, defendendo a preservação da liberdade responsável, aquela que não fere o bem coletivo.

    Como espíritas, não nos cabe rotular-nos como conservadores ou progressistas, mas como cristãos conscientes. A liberdade humana é concessão divina e exige vigilância, responsabilidade e ação no bem. A omissão jamais foi boa conselheira na defesa da ordem e da paz social.

    Sem alarmismos, mas com lucidez, é dever do cidadão — aliado à oração e ao compromisso moral — participar da vida pública por meios legítimos e pacíficos, cooperando para que o Brasil e o mundo avancem rumo a uma sociedade mais justa, menos polarizada e verdadeiramente fundamentada nos princípios da liberdade, igualdade e fraternidade.

    Mas debaixo da alquebrada cantilena de “socorrer os pobres” (escravizá-los) alicerçam-se as bases para a perpetuação do ambicionado poder absoluto, como já ocorre nalguns países (vide ao final deste artigo).

    Oremos, imploremos muito, para que os meus argumentos aqui expressos sejam meras ilusões e que PRESENTEMENTE tudo esteja em perfeita ordem no Brasil. Porém, infelizmente, a perseguição aos cristãos na China pelo partidão chinês intensificou-se drasticamente em 2025, expandindo-se das igrejas domésticas não registradas para incluir até mesmo congregações oficiais e reconhecidas pelo Estado.

    O governo chinês, liderado pelo partidão “Partido Comunista (PCC)”, vê a fé como uma ameaça ao seu controle totalitário e à ideologia ateísta.

    As autoridades exigiram que dezenas de milhares de templos instalassem câmeras de vigilância monitoradas pela polícia, muitas vezes apontadas diretamente para púlpitos e altares. O uso de tecnologia de ponta, como reconhecimento facial e monitoramento online, é comum. (Pasmem!!!!)

    Novas normas proíbem líderes religiosos de disseminar informações religiosas online, realizar transmissões ao vivo ou usar redes sociais para atividades religiosas, restringindo as reuniões a plataformas controladas pelo governo.

    Em face disso, dezenas de pastores e líderes religiosos foram presos ou desapareceram em novas ondas de repressão. Sabe-se que mais de 10.000 templos foram fechados nos últimos anos, e as autoridades frequentemente ordenam a remoção de símbolos  religiosos não alinhados à ideologia comunista (ateísta).

    Jovens menores de 18 anos estão proibidos de frequentar igrejas ou receber instrução religiosa. Atualmente, as igrejas oficiais que operavam dentro da lei estão sendo alvo, com líderes condenados à prisão por resistirem às ordens do governo.

    A China está na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas de países mais perigosos para ser cristão. Organizações de direitos humanos internacionais, como a Anistia Internacional e a ChinaAid, têm denunciado essas ações e apelado pela libertação dos líderes religiosos e pelo respeito à liberdade de crença.

    Além da China, uma série de países, especialmente na África, no Oriente Médio e na Ásia, apresenta níveis extremos ou muito elevados de perseguição aos cristãos. A Open Doors International, uma organização que monitora a perseguição religiosa globalmente, publica uma lista anual (World Watch List) que classifica essas nações.

    Entre os países com maior perseguição a cristãos está a Coreia do Norte ,  considerada o país mais perigoso para os cristãos, onde a devoção a qualquer entidade que não seja a família do líder supremo é vista como uma ameaça à liderança do país, podendo levar à execução ou a campos de trabalho forçado.

    Será que o Brasil algum dia constará nessa lista daqui a algum tempo?

    Com a palavra “o povo cristão”!

     

    29.12.25

    A infausta banalização das falsas cartas “consoladoras” do “além” no Movimento Espírita



    Jorge Hessen

    Brasília-DF

     

    O Espiritismo, sendo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica, não poderia marchar sem considerar o progresso das ferramentas humanas. Se, nos primórdios do Espiritismo, o falso médium se valia de truques físicos e prestidigitação para simular a presença dos desencarnados, assistimos atualmente a surgir uma forma mais perspicaz de embuste: o uso das redes de informação digital para forjar a identidade dos parentes mortos.

    Em face disso, é dever de qualquer espírita ajuizado separar o grão do joio. A identidade do desencarnado é um dos maiores desafios da prática mediúnica. Durante alguns anos, o médium Chico Xavier psicografou autenticamente cartas consoladoras em que revelava nomes ou datas íntimas e oferecia provas robustas de veracidade das informações do além.

    Hoje, porém, a vida privada tornou-se um livro aberto nas "praças públicas virtuais". É exatamente isso: na internet, os supostos “médiuns” de hoje colhem inúmeros subsídios de dados pessoais, consultando Facebook, WhatsApp, YouTube, Instagram, Twitter, LinkedIn, Pinterest, Google+ (do falecido e de familiares) que servirão de roteiro para a construção da falsa carta do “além”.

    Se um Espírito, por intermédio de um suposto “médium”, limita-se a dizer o que já está registrado em obituários, perfis sociais ou notícias digitais, a prova de identidade é completamente nula. A astúcia do espírita cauteloso deve ser proporcional ao atilamento do falso médium. Até porque o autêntico desencarnado demonstra sua presença pela sutileza do pensamento, pelo estilo que lhe era próprio e por detalhes que a memória digital não foi capaz de divulgar.

    É cruel observar que a dor sagrada daqueles que choram seus entes queridos sirva de pasto à vaidade ou à cupidez desses supostos “médiuns” transmissores de mensagens do mundo cibernético.

    Rigorosamente, aqueles que colhem dados nas "grandes redes sociais" para construir mensagens “mediúnicas” fictícias e sempre flagrantemente genéricas não cometem apenas uma claudicação de fato, mas um crime moral que precisaria constar no Código Penal.

    A legítima mediunidade é uma faculdade concedida por Deus para o bem, e não para espetacularização teatral visando ao endeusamento e à exaltação de falsos “intermediários” do além.

    Tais supostos “médiuns” perseguem o abominável desejo de “aparecer”, de serem idolatrados pelos seguidores fanatizados como "grandes reveladores" ou, considerando a projeção nas redes sociais (muitos seguidores), obter vantagens pessoais diretas e indiretas.

    Os Espíritos sérios não se prestam a essas encenações; eles vêm para nos consolar e instruir, e não para satisfazer a curiosidade ou alimentar o charlatanismo mediúnico.

    Entendo que as lideranças espíritas do Brasil (palestrantes e alguns presidentes de federações) não ignoram tais fraudes mediúnicas; portanto, devem solidarizarem-se com as vítimas das fraudes,  denunciando tais práticas sempre que puderem.

    Nesta condição, sugerimos para o Movimento Espírita Brasileiro alguns critérios de controle para que toda mensagem que chegue com "provas" fáceis de serem encontradas por uma pesquisa virtual comum seja rejeitada ou, no mínimo, seja tratada com extrema reserva. A mediunidade séria é discreta. Ela não precisa de artifícios tecnológicos para se impor; ela brilha pela luz própria do consolo que oferece.

    O progresso das comunicações humanas não deve assustar o espírita, mas torná-lo mais vigilante. Se a fraude se moderniza, a razão deve se aperfeiçoar. Como sempre recomendou o Espírito de Verdade, é preferível rejeitar dez verdades a admitir uma única mentira como princípio. A fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade.

    Sugerimos a quem já possui sua carta “consoladora” que confira ou providencie o confronto dos dados nas redes sociais de familiares; seguramente poderão ter alguma surpresa, talvez sintam um vazio de um segundo luto, infelizmente! Isso é cruel, mas… segurem na “Mão de Deus” porque nosso Criador não abdicou do comando da vida.

    27.12.25

    Os disfarces do ego à luz da razão Espírita

     

    Jorge Hessen

    Brasília-DF


    É muito comum a negação dos sentimentos que avaliamos negativos, camuflando-os por maneiras supostamente positivas.

    No entanto, à luz da Doutrina dos Espíritos, essa postura não traduz progresso moral, mas antes um distanciamento entre o mundo essencial e o transitório comportamento exterior.

    O sentimento que não é reconhecido consciencialmente não se modifica; apenas se esconde. A propósito,  Allan Kardec ensina que o crescimento espiritual advém através da transformação moral consciente, e não pela aparência de virtude.

    No Livro dos Espíritos, à questão 909, somos convidados a refletir o seguinte: “Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer suas más inclinações?”

    “Sim, e frequentemente fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade”, segundo nos ensinam os Benfeitores.

    Quando nos recusamos a reconhecer nossas propensões para o mal, criamos mecanismos defensivos do ego que se manifestam como máscaras emocionais e morais.

    Essas camuflagens psíquicas sustentam uma imagem idealizada de nós mesmos, como se o simples parecer substituísse o ser.

    Nosso progresso real não se repousa na ilusão, mas na verdade íntima. A negação das imperfeições revela, muitas vezes, a dificuldade de lidarmos com o orgulho, uma das paixões mais profundamente enraizadas em cada um de nós.

    O ego, ao sentir-se ameaçado pela dor moral não elaborada, cria uma falsa energia de amor, que se apresenta como virtude, mas ainda está contaminada pelo egoísmo. Surge, então, o pseudoamor — uma expressão afetiva que não nasce da essência espiritual, mas da necessidade de aceitação, controle ou autoproteção. Esse amor aparente não resiste às contrariedades, pois não foi conquistado essencialmente.

    Jesus nos oferece o modelo do amor autêntico, e o Espiritismo o reafirma como referência máxima. Contudo, Kardec nos adverte de que não basta conhecer o bem; é preciso praticá-lo. Na questão 629 do Livro dos Espíritos, encontramos a definição mais profunda de moral: “Qual a definição mais completa que se pode dar de moral?” Os Espíritos responderam que “A moral é a regra de bem proceder, isto é, a distinção entre o bem e o mal.”

    Proceder bem exige coerência entre sentimento e ação. Quando mascaramos nossos conflitos internos, criamos uma dissociação que retarda o autoencontro, ou seja, o encontro sincero conosco mesmos.

    Esse atraso repercute diretamente no processo reencarnatório, pois as imperfeições não trabalhadas tendem a se repetir em novas experiências, conforme ensina a lei de causa e efeito.

    O uso das máscaras do ego ocorre, na maioria das vezes, de forma subconsciente. Acreditamos estar nos protegendo, quando, na realidade, estamos apenas adiando nossa libertação interior.

    O Espiritismo não propõe a repressão dos nossos sentimentos, mas nossa educação moral. Negar emoções não as extingue; compreendê-las à luz da razão e do Evangelho permite transformá-las.

    À medida que abandonamos as máscaras do ego, nossa essência divina se manifesta com mais clareza, e o amor deixa de ser uma representação para tornar-se uma conquista real.

    Assim, o progresso espiritual se acelera quando deixamos de viver de aparências e passamos a viver de autenticidades interiores, alinhando pensamento, sentimento e ação, conforme os ensinamentos imortais da Doutrina Espírita.

    25.12.25

    Uma reflexão para os ressentidos “PhD’s de Kardec”


    Jorge Hessen

    Brasília-DF

     

    Alguém duvida que a literatura de André Luiz é vastamente acolhida e respeitada como subsidiária à codificação Espírita pela esmagadora maioria do movimento espírita brasileiro, apesar da aversão de meia dúzia de gatos pingados PhD’s de Kardec” ressentidos?

    Os livros de André Luiz, como a coleção A Vida no Mundo Espiritual, detalham a vida no além-tumba com uma riqueza de pormenores que a Codificação de Kardec não abrange, servindo como uma ampliação dos conceitos fundamentais.

    Sabemos que Kardec estabeleceu o princípio do "Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos" como critério de veracidade, que prega que a validade de uma informação espiritual deve ser confirmada pela concordância de médiuns e espíritos em diferentes lugares.

    A vasta aceitação de conceituadíssimos líderes espíritas e a coerência geral da obra de André Luiz com os postulados básicos do Espiritismo alinham-se ao princípio do CUEE.

    O Codificador  defendia que a fé inabalável é aquela que pode encarar a razão de frente. Obviamente, a obra de André Luiz e outras obras de outros autores  convidam o leitor a analisar racionalmente os relatos e confrontá-los com a lógica e a moral evangélica.

    Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, no entanto, não obstante, existem alguns gatos pingados PhD’s de Kardec” ressentidos que apontam supostas contradições ou alegam que os detalhes apresentados por André Luiz (sobre a vida cotidiana, alimentação, etc.) seriam diferentes do que Kardec descreveu em determinadas passagens da Revista Espírita.

    Para tais PhDs, algumas das descrições detalhadas do mundo espiritual são questionáveis, principalmente sobre a forma e o nível de pormenores que não estavam explícitos nas obras de Kardec, ok,  e daí? O Codificador pesquisou tudo e obteve todas as informações possíveis do além-túmulo naquele curtíssimo espaço de tempo de menos de 15 anos?

    As pessoas sensatas e menos soberbas sabem que o conteúdo geral dos ensinamentos morais e doutrinários de André Luiz  se mantém fiel aos princípios de lógica, estudo e fé raciocinada.

    André Luiz  enfatiza o estudo e a disciplina mediúnica, alinhando-se com a seriedade que Kardec deu ao fenômeno espírita.

    Ora, a mensagem central de amor, serviço e aperfeiçoamento moral, presente em André Luiz, é um eco direto dos ensinamentos de Jesus e de Kardec.

    "Os adversos  PhDs críticos de plantão" regurgitam sob galope de seus saberes vazios que as descrições detalhadas das organizações sociais no plano espiritual  não estavam nos livros sagrados de Kardec, que era mais focado na teoria e nos princípios do que na estrutura da vida social no além.

    Para desgosto dos PhDs, a obra de André Luiz é tida como um complemento valioso e fiel à Codificação de Allan Kardec, expandindo o conhecimento sobre a vida espiritual e aprimorando a aplicação prática dos princípios espíritas, sempre dentro da lógica da doutrina e com base no rigor científico e filosófico que Kardec estabeleceu.

    Simplesmente por isso (e não é pouco), todos os espíritas coerentes consideram as obras de André Luiz como fontes robustas, harmoniosas e valiosas extensões da Doutrina Espírita.