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  • domingo, 14 de junho de 2009

    EVANGELHO INSTRUMENTO SUBLIME PARA VENCER AS TREVAS


    Em face da ausência de maior vigília para prática cristã que venha nortear nossas ações e reações, permanecemos num patamar inferior de angustias. Há um esforço cada vez mais intenso dos obsessores para manter a vida na Terra em seu primarismo instintivo e as nossas tendências funcionando como antenas receptoras mentais para as vis conexões com as suas artimanhas. É bom que se diga que essa conjugação também se dá ao nível de encarnados para encarnados e destes para desencarnados.
    No que reporta aos problemas de influenciações espirituais, Allan Kardec interroga aos mentores espirituais: "Influem os espíritos nos nossos pensamentos e ações?"
    Os veneráveis benfeitores elucidam que "(...) sua influência é maior do que pensais, pois muitas vezes são eles que vos dirigem."(1)
    A propósito, lembremos que o alcoolismo, o uso de drogas, os desvarios sexuais, o tabagismo, criam condicionamentos ao encarnado e atingem também o desencarnado que vê-se atormentado por irresistível desejo. Na impossibilidade de satisfazerem-se na dimensão espiritual, os viciados do além procuram os viciados encarnados para estabelecerem um processo de simbiose psíquica. Por isso, não é raro o viciado sentir-se nervoso, descontrolado, por passar algum tempo sem realizar seu desejo. Normalmente, isso é sintoma da influencia dos obsessores, que lhe cobram a satisfação de suas necessidades.
    Sabemos que os algozes reagentes do plano extra físico (desencarnados) são os mesmos encarnados de outrora que, por má-vontade, permanecem imantados aos planos da materialidade, do sensualismo, da violência e que se agarrando, fortemente ao campo físico não desgrudam dos encarnados que com eles se afinizam.
    Portanto, por insinceridade, em nosso tênue esforço para a reforma moral, obstamos as relações equilibradas e equilibrantes conosco e com o próximo. Toda nossa desarmonia leva a desenvolver sintonias viciosas com outras mentes doentias, sejam de desencarnados ou encarnados, o que aguça sobremaneira nosso próprio desarranjo interior, resultando daí as ingentes dificuldades para nos libertar das algemas em que nos aguilhoamos ante as garras do mal.
    Urge pondera que, na medida que a ideia negativa é facilitada, os espíritos vão dominando nossa personalidade, exercendo influencia cada vez mais consistente. As motivações deliberadas para agirmos em padrão de inferioridade moral sofrem potencialização impressionante, pois os obsessores atuam, emitindo forças mentais quais dardos venenosos que nos destroem aos poucos. Porém, não podemos esquecer que a obsessão é um importante fator que amplia os impulsos que nos são próprios onde infere-se que a obsessão é apenas uma questão de afinidade moral. "Cada um de nós forma a sua atmosfera moral, dentro da qual somente podem penetrar espíritos da nossa natureza, que são os únicos que a podem respirar."(2)
    A Obsessão configura-se toda vez que alguém, encarnado ou desencarnado, exerça sobre outrem constrição mental negativa por qualquer motivo, através de simples sugestão, indução ou coação, objetivando domínio. A rigor "a obsessão ocorre porque os seres humanos ainda carregam em suas almas uma taxa mais elevada de sombras que de luz."(3)
    Evidentemente que a peça mais importante para a vitória sobre as trevas está reservada ao obsidiado. A terapêutica doutrinária é a do convite para autoanálise sincera, para destruir em definitivo as tendências negativas , numa estoica busca do Evangelho como alavanca de legítima libertação.

    Jorge Hessen

    Referências bibliográficas:
    (1) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, questão 459
    (2) Menezes, Bezerra. A Loucura Sob Novo Prisma, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1984, pag 158
    (3) Shubert, Suely Caldas. Obsessão e Desobsessão, Rio de Janeiro: Ed. FEB 1981, pag. 31



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